terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
O que mudou na Santidade no Século XI? (2Coríntios 4.4) - Parte I
Ao observar as transformações ocorridas nos últimos anos na sociedade, podemos nos impressionar com o surgimento de tanta novidade que não estão tão novas assim. Muito dos conceitos que desenvolvemos hoje eram, até pouco tempo atrás, tratado de modo diferenciado. Há algum tempo se controlava o quanto as crianças podiam passar diante dos vídeo - games e computadores, enquanto hoje a maior parte do tempo é gasto diante destes. Também nos preocupamos com o tipo de companhia tinham nossos filhos e hoje não controlamos os seus 999 amigos das redes sociais, isso sem falar do conteúdo do que é visto por eles em seus computadores ou na televisão,além do tipo de jogo que jogam, quando até algum tempo atrás,dificilmente alguns deles participariam de 90% de nossas conversas. A globalização chega em nossa sociedade e algumas "máscaras" começam a cair e também algumas "distorções" começam a surgir. "Máscaras" porque o acesso a informação chega e descobrimos que assistir televisão de mais não estraga a vista; "distorções" porque assistir televisão de mais pode estragar o caráter. No atual século, a igreja de Cristo celebra o acesso do povo ao conhecimento do evangelho; os veículos de comunicação e as redes sociais levaram e levam a um contato, um relacionamento, uma aproximação de muitos com seus líderes, antes inacessíveis, a uma compreensão de estudos e a uma geração de influencias através de um mundo globalizado. Contudo, este mundo globalizado gera também dentro da igreja uma interação muito perigosa com o mundo e tudo o que nele jaz, e entenda que me refiro ao que jaz no mundo e não ao o que no mundo tem para que nele vivamos e dele desfrutemos, me refiro a suas obras mortas. As obras mortas do mundo começam a se globalizar com a igreja que é lugar de vida e trouxe uma interação do tipo "nitroglicerina e fogo" para um contexto que passou por mudanças de conceitos estruturais, mas que não pode em hipótese algumas, mudar os conceitos dorsais. O que vem a ser conceitos estruturais e dorsais. O dorso ou espinha dorsal do ser humano é o centro de todo o crescimento do corpo, onde há a estabilidade e todo centro gravitacional do corpo, contudo a estrutura do corpo é alterada por conta do crescimento dos músculos e de todo o resto. Podemos ter várias formas de corpo, magros, altos, imponentes e esculturais e etc, mas a estrutura do dorso é sempre a mesma e sua funcionabilidade é imutável. O fato é que os conceitos estruturais da igreja do século XI está criando deformidades que interferem profundamente no dorso da igreja que é a instrução bíblica quanto a salvação e a santidade, deixando caminhos e direções que desvirtuam esse direito. No Atual século, a salvação pode ser conquistada à prazo e a santidade é relativa. Estamos interferindo, conjecturando, mascarando esses conceitos que são estrutura para um corpo sadio. Quando mudamos a proposta da salvação imediata oferecida por Cristo e dizemos que podemos aos poucos ser salvos como que por um processo, anulamos a força do feito de Jesus Tendo morrido uma única vez por nós. Quando mudamos a proposta de santidade para nos amoldar aos padrões do que jaz mundo, anulamos o caráter que Cristo apresentou para aqueles que esperavam por salvação. O que vale deixar em relação a santidade é que ainda que o copro mude em sua estrutura, a santidade é imutável, é um padrão de Deus onde há vida e em quem não há mudança, nem sombra de variação. A igreja do século XI tem mudado o dorso para que se adeque ao corpo e vem com isso os desvios. Infelizmente, desvios dorsais terminam com paraplegias, cadeiras de rodas.restrições nos leitos e muitas limitações. Talvez seja por isso que a igreja do atual século não progrida,mas de voltas no deserto. Santidade é imutável, inegociável, assim como a salvação é única n'Aquele que a morte venceu para me dar vida eterna com Deus, Cristo Jesus,o Santo de Israel,meu Senhor e meu Deus.
GRAÇA, PAZ, MISERICÓRDIA E VIDA ABUNDANTE A TODOS QUE DESEJAM SALVAÇÃO E SANTIDADE.
Pr. Rodrigo de Almeida
Rede de Jovens Radical é Ser Livre
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Qual a sua Geração?!
De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.
Mateus 1.17
Quanto tempo dura uma geração? Para alguns estudiosos em antropologia, uma geração dura entre 20 e 25 anos. Estudos recentes apontam que uma geração pode durar em torno de 10 anos e se considerarmos a revolução tecnológica a quem diga que pela capacidade de amadurecimento da juventude e das crianças por conta ao acesso a informação, uma geração pode ser construída em apenas 6 anos. Fico pensando nas gerações mais famosas do Brasil e algumas delas marcaram profundamente nossa história como, por Exemplo, a Geração dos Festivais. Muitos irão lembrar uma música de Jair Rodriguez: “deixe que digam que pensem que falem, eu não estou fazendo nada e você também...” Essa geração também chamada de geração Tropicália, foi marcada por um avanço da sociedade na política. Também chegou a Geração da Jovem Guarda, essa geração lembra: “Splish splash fez o beijo que eu dei, nela dentro do cinema... de Roberto Carlos.” Essa geração ficou marcada pelo romantismo e pelo exercício da liberdade de expressão que a geração anterior alcançou, um pouco de paz e amor estava no ar. Depois disso veio a Geração Coca-Cola e claro que nos vem à memória: “quando nascemos fomos programados pra receber o que vocês... geração coca-cola... da Legião Urbana.” Essa geração também conhecida por rebeldes sem causa onde o importante era reclamar e muito se ganhou no braço, na força e nos movimentos estudantis. No âmbito mundial encontramos a Geração X que está relacionada a era do informática, quando surgirão os vídeo – games e o computador e mais recentemente a Geração Y que é a geração digitalizada, da net rápida e das redes sociais, do mundo globalizado e da rapidez dos contatos. A ênfase que quero focar neste momento é que cada geração carrega sua característica, sua marca que influencia o pensamento e as atitudes desta geração. Para que uma geração nasça a geração anterior precisa morrer. Há um texto interessante que mostra a Ação de Deus em Relação a uma geração perversa que consta em Juízes 16. 27 diz:” Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes (régulos) dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar. (Almeida Corrigida e Revisada / Sociedade Bíblica Britânica).” O texto quando fala de príncipes ou régulos fala-nos de reis, príncipes, líderes ou sacerdotes, de fato, segundo o dicionário, governantes de uma província ou reino dinástico relativo a duas ou três gerações. O que está descrito para nós é que Sansão destruiu ao menos duas gerações de líderes Filisteus do mesmo modo que durante cerca de duas gerações (Juízes 13.1) os Filisteus oprimiram Israel. A temática é que uma geração nasce quando uma geração anterior morre.
Este texto apresenta para nós a genealogia de Jesus partindo Abraão e há um texto correlato em Lucas 3.23 – 38 que apresenta a genealogia partindo de Jesus voltando a te a Deus. O texto de Lucas busca mostrar que Jesus é Filho Legítimo e único de Deus enquanto É Claro que muitos buscam trazer grandes revelações sobre as 14 gerações que o texto na íntegra de Mateus expõe; muitos nomes foram omitidos no texto e muitas outras especulações existem, contudo a temática do texto de Mateus 1 ao 17 é exatamente está: “Jesus é a razão da Fé que Justifica, conhecida em Abraão.” Ainda temos outra curiosidade sobre o texto de Mateus, mais especificamente no versículo que estamos trabalhando no capítulo 1 que é o versículo 17; ele diz sobre uma geração de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, e do exílio até Cristo, sendo que não há após Cristo uma nova contagem de geração; quero lembrar o que anteriormente falei: para que nasça uma geração a anterior precisa morrer.” Não há um relato de uma geração pós Cristo por que Ele Vive e Reina e vivo está e a sua geração dura para sempre. (Apocalipse 1.18 e Lamentações 5.19)
Podemos fazer parte de nossas gerações segundo o contexto humano, e é claro que fazemos parte porque nascemos nestas gerações, o que não podemos é deixar o que conteúdo mundano destas gerações fazerem parte de nossas vidas, porque mediante ao texto que estamos apresentando só existe de fato duas gerações. A geração do mundo ou a Geração de Cristo, e como identificar a geração do Mundo, observe Mateus 16.1 e 4; era esperado que o Messias apresentasse grandes sinais e maravilhas, de fato Jesus responde o questionamento de João mostrando os sinais (Mateus 11.3 – 5) contudo João não pergunta pelos sinais como os Fariseus e Saduceus em Mateus 16. Eles queriam ver os sinais. Hoje não é diferente com a geração que se relacionam com os conceitos do mundo, eles desejam os sinais, os milagres. João queria saber se Jesus “É”. Os fariseus querem saber o que Ele pode fazer. A geração que se relaciona com o mundo não está interessada em quem Jesus É, mas no que Ele, Jesus pode fazer em sua vida humana. Contudo a Geração de Cristo não está preocupada com o que Ele pode fazer porque sabe quem Ele É, uma geração Bem – aventurada que como diz em João 20.29b N Não viu, mas creu. Uma geração que vem embasada na fé que justifica exposta por Abraão. Nós somos a Geração de Cristo.
Como eu disse uma geração precisa seguir os passos idealizados por esta geração. Jesus mostrou os passos de sua geração:
Ø Uma Geração que tem Relacionamento com o Pai (João 11.41 e 42)
Uma geração Bem-Aventurada, a Geração dos que nasceram de Cristo, precisam ter relacionamento íntimo com o Pai, saber ouvi-lo e ter certeza de que Ele te ouve.
Ø Uma Geração que Vence a carne (Mateus 4.1)
A geração de Cristo, Bem-Aventurada, precisa vencer a carne dando valor a Palavra (No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6.10; Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17.17) não se deixando levar pelo desejo deste mundo, mas fazendo a vontade de Deus (João 4.34).
Ø Uma geração decidida a entregar a sua vida (Marcos 10.45)
A verdadeira geração de Cristo deseja o mesmo sentimento que houve em Jesus, Vale a pena morrer para que Ele viva em mim. Sendo assim muitos serão salvos desta geração má e perversa associada ao mundo.
Você pode hoje fazer parte da Geração de Cristo, uma Geração Bem-Aventurada para isso será necessário decidir do que você será nascido: Da geração X ou Y,e etc. ou da Geração de Cristo como bem diz João 3. 3, 5 e 6. Para Fazer parte desta geração basta nascer de novo, nascer de Cristo e fazer parte da sua geração.
Eu faço parte desta Geração e você?
sábado, 21 de janeiro de 2012
O mundo na Igreja
Jo 17:15 “ Não peço que os tires do mundo , mas livres do mal”.
Precisamos estar atentos, pois a igreja do Senhor Jesus está mergulhada num sistema de mentalidade mundana o qual é o próprio mal desta era.
Dia das Mães
Origem : A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga , a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea , mãe dos Deuses.
Dia dos Namorados
Origem : Seu surgimento foi em homenagem aos deuses Juno e Lupercus , conhecidos como protetores dos casais. As pessoas faziam um festa a estes deuses , agradecendo a fertilidade da terra, os rapazes colocavam o nome das moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.
Dia dos Pais
Origem : O dia dos pais tem sua origem na Babilônia há mais de 4000 anos. Um jovem chamado Elmesu moldou uma placa de argila e colocou sobre a placa uma homenagem ao seu pai desejando: sorte, saúde e voda longa.
O Costume do Parabéns nos aniversários
Origem : O costume de cantar parabéns nas celebrações de aniversário , nos tempos antigos , era para proteger o aniversariante de demônios e garantir a segurança no ano vindouro. Até o quarto século estas práticas eram rejeitadas pelo cristianismo. Acreditava-se também que as saudações tinham poder para o bem ou para o mal , pois a pessoa , neste dia , estava próxima ao mundo espiritual.
O Bolo redondo nos aniversários e velas acesas
Origem: O costume de acender velas nos bolos começou com o povo grego. Bolos redondos como a lua , iluminados com velas acesas eram colocados nos altares dos templos da deusa Artemis. As velas de aniversário , na crença popular , são dotadas de magia especial para atender pedidos.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Vinho Novo, Odres Novos.
E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho.
Lucas 5.37-39
O texto que estamos trabalhando nesse tempo é um texto dos mais belos e dos mais intrigantes proferidos por Jesus. Jesus, por mais uma vez ao ser interpelado quanto um assunto responde de modo atraente e profundo; mesmo que a resposta pareça complexa, a simplicidade de Jesus está exposta de modo natural e incomum. No texto que estamos comentando apresenta um questionamento feito por Fariseus e por uns discípulos de João Batista quanto ao Jejum, no qual Jesus responde com uma dupla parábola. O contexto geral deste capítulo 5 do livro de Lucas trata especialmente do chamamento dos discípulos e estende o tópico até o capítulo 6.16, sendo que o maior questionamento no contexto não é sobre jejuar ou não jejuar, mas na maneira que Jesus havia escolhido seus discípulos, ou até seus primeiros discípulos já que a lista final vem após um retiro de oração em Lucas 6.12 – 16.
O texto, tratando basicamente destes versículos, apresenta para nós o conteúdo da segunda parábola na qual Jesus diz que não se deve por remendo de pano novo em roupas velhas e nem se coloca vinho novo em odres velhos, porque a roupa velha se rasgará tornando maior a rotura e o odre velho se rompe e se derrama o vinho. A primeira parte desta parábola Jesus aplica como o noivo e seus convidados, falando diretamente sobre o jejum. Nos versículos em questão, o que muitos interpretam é que Jesus estava dizendo que o judaísmo era o pano e vinho velho e que o cristianismo era o pano e vinho novo. De fato o que se fala está relacionado a uma novidade, mas não aplicada à religiosidade, mas ao propósito de Jesus em escolher seus discípulos. O vinho novo não poderia ser colocado em odres velhos por um motivo simples; o odre que era feito de couro quando recebia o vinho novo, sendo ele novo também, dilatada por conta da fermentação do vinho novo e expande – se ao máximo, se colocado nele vinho novo outra vez ele se rompe por não suportar a expansão produzida pela fermentação do vinho novo. Portanto em odres velhos ou já usados se colocava vinho velho que não fermentaria e ambos seriam conservados. Frequentemente na Bíblia há a referência do vinho novo como mosto, que é o suco da uva não fermentado. Portanto no contexto dessas parábolas, Jesus não está enfatizando quanto à religião judaica e o cristianismo (até porque o Cristianismo só surge de fato após a morte de Jesus e sua ressurreição através da Grande Comissão de Mateus 28.19), mas está dizendo que seus discípulos deveriam ser pessoas com a capacidade de receber o Novo que estava por vir.
Há uma aplicabilidade forte deste contexto para nossa vida e podemos ver que ela é muito aparente tanto biblicamente como na nossa vida cotidiana. Se observarmos a história de Israel veremos que suas vidas, apesar de ansiarem por ver o Deus de seus pais, o Deus de Israel agir em seu favor, eles não estavam prontos para receber o novo que seria trazido a seus corações e mente. Ao observar Êxodo 14.12 podemos ver que Israel desejava viver um tempo novo de restauração, mas seu coração e sua mente estavam ainda presos no passado. Outro exemplo vindo ainda de Israel é Êxodo 32.1, onde a questão aparente não está relacionada a servir aos deuses do Egito, até por não haver tal tipo de relato em que Israel os tenha servido, mas em não estar dispostos a servir ao Senhor do modo prescrito por Ele. Outro exemplo consta em Números 11.5 – 6 onde os desejos de Israel estavam voltados ao que comiam e bebiam de graça no Egito, passando até a desprezar o que Deus havia feito para sustentá-los e que nunca falhava: o maná.
Pense que quando enclausuramos nossa mente e coração impedindo que Deus se revele e nos traga o seu vinho novo, desejamos viver preso no passado, servindo como no passado e se alimentando do passado. Vivemos em alianças mal feitas e por isso não podemos assim como o vinho novo expandir e nos tornar melhores, porque nossos odres acabam se rompendo, é por isso que Jesus diz que quem vive a beber do vinho velho, não deseja o novo e diz que o velho é melhor (Lucas 5.39).
Deus tem um vinho novo para você neste tempo. Portanto é tempo de uma nova unção para sua vida, um tempo de crescimento e de renovação da sua mente e de seu coração, para isso é necessário que:
Ø Viver como discípulo de Jesus
No texto paralelo de Mateus 9.17 Jesus afirma que “Ambos se conservam”. Só haverá vinho novo de Jesus quando desejarmos ser discípulos que guardam e vivem seus ensinamentos Ele estará em nós e nós estaremos nele, sendo conservados (João 15.10). Não podemos viver presos ao passado
Ø Anular o Velho Homem
No texto paralelo de Marcos 2.22a Jesus diz que “tanto se perde o vinho como os odres.” Só pode haver um vinho novo quando não há desperdício. Quando Jesus Nos traz algo de sua parte não é para que desperdicemos com os conceitos e práticas do passado, vivendo uma vida como quando criamos que éramos ‘donos do nosso nariz’, servindo ao velho homem com o que nos convém, mas entendendo que fomos chamados a ser novas criaturas (Romanos 6.6). Não podemos servir ao Senhor como no passado.
Ø Ansiar por mais
No texto de Lucas 5.39 NVI diz que ninguém que “experimenta o velho prefere o novo por que diz que o velho é melhor.” Só desejamos o que nos alimentava e nutria no passado por que não precisamos nos preocupar em desfrutar e experimentar coisas novas, desta forma alimentando sempre a carne e seus desejos por já havermos nos acostumado com aquele “tempero.” Devemos desejar mais para que não desejemos apenas o que já conhecemos. Só haverá um vinho novo, fresco, constante e abundante quando nosso desejo for se alimentar deste novo de Deus, quando ansiarmos por mais (João 4.34). Não devemos nos alimentar do Passado.
Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Será que temos ouvido a Deus?
Em Jeremias 33.1 lemos assim:
"E veio a palavra do SENHOR a Jeremias, segunda vez, estando ele ainda encarcerado no pátio da guarda..."
No texto que lemos destaco para nossa meditação a expressão SEGUNDA VEZ, que se faz de muita valia para nós hoje. este text me leva a uma pergunta inicial e três verdades para que possamos compreender. A pergunta está exposta no título "será que temos ouvido a Deus?" Nos dias atuais e neste tempo corrente onde muitas vozes ecoam em nossos arraiais (1 Co 14.10) devemos nos perguntar se temos ouvido a voz de Deus ou se estamos ouvindo apenas a voz de homens. Pensando neste texto e em especial na parte grifada podemos entender que Jeremias sabia bem a voz que ouvia e a diferenciava de forma bem compreendida. Vamos entender o que este texto trás ao nosso entendimento com 03 verdade simples a cerca dele:
- Se Deus falou com Jeremias uma segunda vez é porque falou uma primeira anteriormente. Parece óbvio o que estamos falando mas pense comigo quanto a esta verdade, você fica falando com alguém que não te ouve? O que podemos entender a princípio é que Deus só falou com Jeremias uma segunda vez é porque na primeira vez Jeremias o ouviu. Isso nos leva ao segundo pensamento;
- Se Jeremias o ouviu é porque o conhecia. Jeremias ouve Deus falando com ele uma segunda vez porque ele bem sabia identificar a voz de Deus. Vivemos um tempo onde pseudos - profetas tem se levantado e muitas pessoas tem falado "em nome do Senhor" e em alguns é difícil identificar a respeito de que Senhor estes tem falado, visto que não condiz suas palavras com a Palavra do Senhor. Jeremias identifica a voz do Senhor e o conhece e isso faz com que o Senhor se revele a ele um SEGUNDA VEZ. Pensando nisso chegamos a terceira verdade deste texto;
- Se Deus falou uma Segunda Vez é porque pretende continuar falando. A luz de tais verdades precisamos compreender uma última e não menos importante sobre os fatos. Primeiro Deus já havia falado, depois Deus fala novamente e agora Deus deseja continuar falando. O que faz esse afirmação do texto na expressão SEGUNDA VEZ ter um valor aplicativo para nós é o fato de que Deus ainda deseja falar outras vezes. Observe o exemplo de Samuel onde Deus o chamou três vezes ou de Ezequiel que foi tomado pela Mão do Senhor em visões várias vezes. Quando ouvimos ao Senhor e identificamos sua voz em meio a tantas vozes deste mundo e todas com significações, sabemos que outras vezes Ele irá nos chamar para falar conosco. Estaremos atentos a este chamamento de Deus para nós? Ouviremos sua voz uma segunda vez? Quando Ele falar saberemos que Ele está falando?
Devemos ouvir a voz do Senhor, contudo nos é necessário a ouvir como quem distingue a voz de seu Amado no meio de uma multidão, ou como a mãe que conhece o choro do seu filho no meio de outras crianças.É esta intimidade que permitirá que saibamos que Deus nos chama a falar conosco.
PORTANTO:
Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao SENHOR; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.
Oséias 6:3
Oséias 6:3
Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!
Tel. 97537773
sábado, 15 de outubro de 2011
Olhando para a Cruz. Olhando para Jesus.
Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum.
Isaías 53.2 – 3
Nós temos uma tendência de buscar aquilo que nos atraí. Somos levados há todos os instantes a buscar o que nos agrada fisicamente, visualmente, por exemplo, em um restaurante pedimos um prato que não conhecemos apenas por ter visto que alguém o pediu e parecia muito bonito, ou escolhemos um namorado (a) apenas por sua aparência exterior, ou pelo modelo que nos é agradável, o fato é que nunca escolhemos o que não gostamos, sempre buscamos o que nos agrada, o que é um desejo pessoal. Quando penso em Jesus, não é exatamente o que poderíamos chamar de “desejável” visto que sua aparência não era das mais belas, como Saul que sobressaía dos ombros para cima (era alto – 1 Samuel 9.2), não era forte e musculoso (Salmos 22.17a “Poderia contar todos os meus ossos”), na verdade era desprezado e homem de dores, o que poderíamos chamar hoje de pessoa de aparência cansada pelo trabalhar ou envelhecida, não fazia parte da classe mais importante na cultura judaica, a sacerdotal e mesmo tendo pregado e ensinado por três anos inteiros, arrastado uma grande multidão (João 6.5 e 10), ter curado muitas pessoas (Mateus 15.30) e delas tirou demônios (Marcos 1.34), esteve com homens influentes da sociedade (Lucas 19.5), foi considerado como rei ao entrar em Jerusalém (Mateus 21.8 – 9), este Jesus era um homem tão simples que quando chega a hora de ser preso, careceu de um beijo para ser reconhecido (Mateus 26.47 – 48 / João 18.5 – 8). Na verdade não existe nada que pudesse nos atrair a Jesus até por ser o seu fim um madeiro, e quem deseja seguir um homem que irá morrer debaixo de maldição, caso de nem seus discípulos desejaram que isso ocorresse (Mateus 16.21 – 23). Contudo este Jesus, disse que a todos atrairia para si quando fosse levantado (João 12.32) e não somente isto, mas que era importante que este fosse levantado da terra para que todos atraísse a si (João 3.14), mas porque atentarmos para Jesus ou ser atraído por Ele seria agradável? Note que Jesus afirma que deveria ser levantado como Moisés levantou a serpente no deserto (João 3.14), vãos observar o texto a que Jesus faz menção em Números 21.4 – 9. Ao olharmos para o texto de Números vemos que por conta do pecado do povo (“o povo falou contra Deus e contra Moisés...” – vale ressaltar que quem fala contra um ungido de Deus fala contra o próprio Deus) Deus enviou serpentes ardentes no meio do povo e todos quantos por elas eram mordidos, morriam. Deus orienta a Moisés que fizesse uma serpente de bronze e colocasse numa haste ou num madeiro e todos quantos para ela olhassem seria sarado caso tivesse sido mordido. Contudo há algo que nos parece contraditório, pois Deus abomina imagem, mas orienta a fazer uma imagem de serpente de bronze. Observe que a serpente era o que feria o povo e gerava morte, o que gera morte é o pecado (Romanos 6.23a) e a mesma representação do pecado foi colocada no madeiro, ou seja, a serpente. Jesus nos ensina quando faz menção a este texto que Ele mesmo era a expressão do pecado, Ele representava nossa maldição no madeiro (Gálatas 3.13). Jesus se faz pecado e todos que para Ele olham no madeiro, na cruz, podem alcançar salvação do pecado (ler Isaías 53.4 – 5 junto a Lucas 22.42 – 44). Quando Deus olha para Jesus Ele vê a mim e a você. Quando Ele olha para nós Ele vê a Jesus (João 1.12). Note que só podemos achar remissão para nossos pecados quando olhamos para a cruz e vemos em Jesus a representação destes pecados e assim como quem olhasse a serpente seria salvo, pois a serpente representava o pecado, quem olha para Jesus n’Ele encontra salvação para seus pecados (1 Pedro 3.18).
Shalom!
Pr. Rodrigo de Almeida
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