quarta-feira, 25 de abril de 2012


A Provisão de Deus em Tempos de Sequidão.
E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra; por isso um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos; E era o nome deste homem Elimeleque, e o de sua mulher Noemi, e os de seus dois filhos Malom e Quiliom, efrateus, de Belém de Judá; e chegaram aos campos de Moabe, e ficaram ali. E morreu Elimeleque, marido de Noemi; e ficou ela com os seus dois filhos,
Os quais tomaram para si mulheres moabitas; e era o nome de uma Orfa, e o da outra Rute; e ficaram ali quase dez anos. E morreram também ambos, Malom e Quiliom, ficando assim a mulher desamparada dos seus dois filhos e de seu marido. 
Rute 1:1-5

*      Introdução
Durante o contexto Bíblico podemos observar alguns períodos de fome sendo relatados, assim como no texto que estamos trabalhando hoje, períodos de fome e escassez e até de miséria na trajetória do povo de Deus ficam evidentes. Além deste texto contido no livro de Rute que estamos meditando, existem outras cinco citações de fome, algumas extremas, no período pré – exílico. Podemos observar em: Gênesis 12.10 – Abrão após seu chamado, peregrina pela terra de Canaã passando por Siquém e Betel e desce em direção ao Egito porque havia FOME na terra. Gênesis 47.20 – Um dos textos sobre FOME mais famosos, quando José livra a Israel e ao próprio Egito através da direção de Deus, sendo a fome extrema naquele tempo perdurando por sete anos. 2 Samuel 21.1 – Nos dias de Davi houve FOME por três anos por conta dos gibeonitas que Saul havia ferido. Havia uma aliança feita por Israel com o ovo Amorreu e esta fora quebrada por Saul; Davi faz justiça a este povo. 1 Reis 18.2 – Havia FOME porque, segundo a Palavra do Senhor, Elias havia profetizado uma grande seca, nem chuva nem orvalho cairiam na terra senão segundo sua palavra. Houve três anos de seca e FOME extrema na terra. 2 Reis 25.3 – Nos dias de Zedequias Rei de Judá, Jerusalém foi sitiada por Nabucodonosor e como o cerco durou muito tempo houve FOME. Diferente das demais, esta fome foi causada por motivos claros, ou seja, o cerco da cidade impediu que houvesse comida na mesma. No período pós – exílico a FOME mais importante foi a relatada em Neemias 1.3, onde o texto relata a grande miséria em que o povo estava suas lavouras queimadas e estando tudo destruído a fome certamente assolava a terra de Israel.

*      Sobre o Texto
No texto que estamos trabalhando neste estudo, a FOME atinge uma cidade em especial que é Belém de Judá ou Belém Efrata (cidade onde foi enterrada Raquel, esposa amada de Jacó, cidade onde nasceu Davi, e cidade do nascimento de Jesus ) e faz com que uma família parta para os Campos de Moabe, numa caminhada entre 50 a 90 km de distância, em torno de sete dias de caminhada a pé. Uma família formada por um patriarca chamado Elimeleque, sua esposa de nome Noemi e seus dois filhos Malom e Quiliom permanecendo na cidade por volta de 10 anos. O texto para nós é interessante porque em Moabe morrem o marido e os filhos de Noemi, de suas noras moabitas Orfa e Rute, apenas Rute permanece com Noemi, Orfa retorna a seu povo; Noemi mediante a sua tragédia familiar pede para que a chamem de Mara (v.20). Todo este relato para nós é de suma importância por conta do valor que é dado pelos Judeus aos nomes e ao peso profético que eles recebem. Receber um determinado nome implica quanto a sua natureza, ou quanto a sua promessa é o caso de JacóSuplantador -  por haver nascido agarrado ao calcanhar de seu irmão, sua vida foi feita de tentativas de tomar o lugar de seu irmão, quando esta vence esta natureza relacionada a ele passa a chamar – se Israel – Campeão/ Vencedor com Deus; neste grupo também podemos relacionar Abrão – Pai de Filhos, quando recebe de Deus a promessa de que por ele seriam abençoadas todas as famílias da terra passa a chamar – se Abraão – Pai de multidões. Alguns outros exemplos são de grande valor como os filhos de Jacó ou Simão chamado Pedro, mas vamos nos ater aos significados dos nomes relatados no texto desta meditação:
Ø  Belém – Casa do Pão
Ø  Efrata ou Efratá – Terra Frutífera
Ø  Moabe – do pai ou desejo (relacionado ao fato da filha de Ló ter tido um filho de seu pai daí a exprime tanto a ideia “do pai” como “desejo” por haver ela desejado seu pai).
Ø  Elimeleque – Deus é o meu Rei (Relativo à Provedor ou o Rei que provê).
Ø  Noemi – Doçura / Amável
Ø  Malom – Enfermo
Ø  Quiliom – Aquele que é fraco
Ø  Orfa – Pescoço / Nuca (relativo a quem se volta ou retorna).
Ø  Rute – Beleza
Com base nestas informações podemos começar a entender o que o texto irá revelar para nós, portanto vamos resumir o texto usando a aplicação pessoal quanto ao que os nomes traduzem para nós.
v  Sabendo que não havia pão na Casa do Pão (Belém), um homem deixa a Provisão de Deus que é seu Rei (Elimeleque) e com sua família sai para os campos buscando o desejo do pai (Moabe), contudo este homem morre por seu desejo e seus filhos eram enfermos (Malom) e fracos (Quilion) para sustentar sua família e morrem também; a doçura (Noemi) se vai de sua mãe a tornando amarga (Mara), e uma de suas noras volta ao seu próprio povo (Orfa) enquanto a outra trás beleza a sua vida (Rute) permanecendo ao seu lado.
v  Toda esta situação ocorre porque Deus havia dito ao povo de Israel que não se associasse ao povo moabita para que estes não o levassem a corrupção e levando em consideração o fato dos moabitas (parentes distantes de Israel) não permitirem que estes peregrinassem por sua terra quando do êxodo e ainda alugando Balaão contra o povo de Israel (Números 22 e seguintes). Moabe por diversas vezes esteve em guerra contra Israel e sempre lhes serviu de laço. Israel não os destruiu totalmente por serem seus parentes. Hoje o território de Moabe está a Jordânia na margem oriental do Mar Morto. Outras informações importante fala sobre sua religião onde seu principal deus era Camos ou Quemos, uma entidade similar a Moloque deus dos amonitas, povo co – irmão dos moabitas, o culto a estes deuses culminava com o sacrifício humano em especial o infantil.
v  O que muitas vezes é apenas uma fome física, carnal e/ou material acaba se tornando ínfima diante da fome espiritual causada pela saída da casa do pão. Precisamos entender que se nos mantivermos no local da provisão de Deus, não buscando os nossos desejos carnais Ele se encarrega de nos sustentar.
v  Precisamos observar um princípio interessante: Padarias são lugares onde encontramos pão, contudo há momentos que vamos à padaria e não tem pão, mas isso é temporal, noutro tempo o pão estará lá. Quando no deserto o povo pedia comida e Deus envia – lhes o maná (Êxodo 16.1 – 5), no dia de Sábado não se colhia o alimento, mas a porção era enviada de forma dobrada no dia anterior, ou seja, mesmo que não colhessem naquele dia ainda assim o sustento chegava. Em Belém não havia pão e havia fome, mas isso era temporal porque o Deus da provisão é atemporal é Eterno, portanto ainda que naquele momento houvesse FOME e SEQUIDÃO em Belém, o Deus que todas as coisas provem para aqueles que permanecem firmes faz com que o pão retorne a Casa do Pão. Observe Rute 1.6 que diz: Então se levantou ela com as suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto na terra de Moabe ouviu que o SENHOR tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão.” – ouça o que está sendo dito neste momento e já se ouve pelos cantos dizer: Tem pão de novo na Casa do Pão, é hora de largar os desejos pessoais e voltar ao lugar da provisão.

*      Deus quer trazer a sua provisão em meio a Sequidão.

Ø  Não se iluda com as facilidades fora da provisão de Deus (Números 22.6)
Nos locais fora da provisão de Deus reservam para nós engano e maldição. Israel experimenta disso ao passar por Moabe e a família de Elimeleque e Noemi também. Escute o que está sendo dito: “Fora da provisão de Deus tudo é engano e maldição”.
Ø  Permaneça no lugar da provisão (Jó 5.20a)
Precisamos entender que em meio à fome espiritual vivida em nossas vidas, ou até mesmo na fome material onde algumas necessidades existem o Senhor permanece como o Deus da provisão (Javé Gireh). Precisamos permanecer no local da provisão, não devemos sair da Casa do Pão para buscar nossos desejos.
Ø  Onde existe Pão acharemos também vida (Rute 1.16)
Quando Noemi decide voltar ao lugar de provisão e proporciona vida para ela e para a moabita Rute. O Pão de Belém pode sustentar não só Noemi tirando – a da amargura como pode fazer daquela que não era povo se tornar povo de Deus.

*      Conclusão
Quando estamos no local da provisão e podemos nos saciar do Pão de Deus, Ele nos faz assentar com príncipes (1 Samuel 2.8) assim como a família de Noemi gerou a família real de Israel na pessoa de Davi e consequentemente da geração Messiânica, nós ao recebermos do Pão do Pão da vida (João 6.35a), passamos a família de Jesus o Rei dos Reis.





Shalom!
Pr. Rodrigo de Almeida
(21) 97537773

sábado, 31 de março de 2012

LÁGRIMAS PARA ARREPENDIMENTO.

Jesus Chorou. (João 11.35)
*INTRODUÇÃO
Não sei quantos assistiram ao filme “Marley e Eu”, mas estive pensando um pouco sobre esse filme nestes dias. Conta a história de um cachorrinho que é chamado no filme de “o pior cão do mundo” pelo seu modo arteiro e pouco obediente, avesso a comandos e sempre pronto a ir na direção contrária em que seus donos desejam conduzi – lo; ainda assim seu dono com muito amor e carinho procura levar seu cãozinho a entender o caminho correto e procura evitar que ele se envolva com os perigos que o cercam. Esse contexto nos é muito familiar, porquanto somos diversas vezes avessos às direções de Deus e arredios a seus ensinamentos, vivemos agitados e alvoroçados pelas idas e vindas do dia a dia esquecendo – nos daquele que conduz nossas vidas tendo as rédeas nas mãos, estamos sempre tentando puxar mais forte pra correr em disparada enquanto ele deseja que estejamos ao seu lado para irmos à direção que ele nos quer conduzir, contudo ainda que sejamos rebeldes e arteiros ele continua carinhosamente nos protegendo e com misericórdia nos tratando, agindo com seu profundo amor e graça para com cada um de nós.
O que este filme tem a trazer de ilustração para este texto que estamos para trabalhar é a importância de buscarmos arrependimento, de encontrarmos o caminho que nos conduza a direção de Deus, pois o que temos observado neste tempo é um povo que não se importa mais com o querer de Deus e deseja andar conforme ‘da na telha’, assim como no filme, vivendo como quem não tem direção ou a quem nos guiar. No entanto, precisamos urgentemente voltar, reencontrar o caminho para a direção de Deus para podermos experimentar de sua graça e de seu amor não como fugitivos e miseráveis ou marginais, mas como filhos que gozam do melhor da graça que produz salvação e do amor que gera vida.

*SOBRE O TEXTO
Existem algumas vertentes teológicas muito profundas para explicar o conteúdo de um dos textos mais pragmático do Novo Testamento. João 11.35 fala – nos sobre uma peculiaridade da humanidade de Jesus, Ele chorou. Enquanto homem Jesus teve fome (Marcos 11.12), sentiu sono (Marcos 4.38), irou – se (Marcos 11.15), teve sede (João 19.28) e amou (João 13.1), dentre todos esses aspectos naturais com respeito a Jesus o que mais nos intriga é o fato de Ele haver chorado. Se considerarmos apenas o aspecto humano esse sentimento de Jesus seria tão comum quanto a todos os outros, mas por ser Jesus, Deus, dificulta – nos pensar que este chorou como fosse simples aceitar que Ele tenha sentido sede, fome, sono ou qualquer outro sentimento ou sensações como esta. Não podemos esquecer que sendo Jesus homem também o era Deus. Neste texto em especial onde está expresso o choro de Jesus ele nos fala de algo muito mais profundo do que apenas lágrimas de um homem, nos fala de lágrimas de um Deus que fora achado em forma de homem (Filipenses 2.8), um choro que não tem ecos apenas na humanidade de Jesus, mas na divindade d’Ele ressoando espiritualmente (João 11.33).
Ao olhar para este texto, penso eu que, Jesus é o autor da vida e não somente o autor da vida, mas o autor de uma nova vida também e isto podemos confirmar pelo que escrito está em João 1.3 e João 3.16, este mesmo Jesus que é autor da vida e nos dá nova vida n’Ele e que anseia por habitar em nós como nos evidencia Gálatas 2.20, se depara com uma cena muito intrigante onde em meio a seus amigos há morte (João 11.11).  Jesus sendo o autor da vida encontra morte no meio dos seus amigos O leva a chorar.
Penso neste importante aspecto dos sentimentos de Jesus, porque Jesus chora quando encontra morte no meio dos seus amigos e me pergunto como tem hoje Jesus estado em seus sentimentos quando olha para nós que somos seus amigos (João 15.15), porque em nosso meio o que mais podemos observar? Olhando para esta pergunta talvez nos encontremos como a Igreja que está em Sardes de Apocalipse 3.1 “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” (nota: Sardes significa: aqueles que escapam – igreja situada na Ásia menor). Encontramos hoje um cenário na igreja de Jesus, em meio aos seus amigos como os “sepulcros caiados” tendo aparência de que vivemos estando mortos.

*EM BUSCA DO ARREPENDIMENTO PERDIDO
Ao olhar para o que vivemos nos nossos dias e ilustrado com o filme que citado está no início deste estudo vejo como estamos distante de um arrependimento profundo e sincero porquanto o texto bíblico já nos orienta que assim seria nos últimos dias, mestres segundo seu querer como diz 2 Timóteo 4.3; também podemos observar Mateus 16.18 e 23, o mesmo Pero que recebeu a revelação é o mesmo que torna – se pedra de tropeço. O que quero elucidar com este pensamento é que nós mesmos, os amigos de Jesus são os que têm gerado tropeço por conta dos nossos desejos e de nossas vontades e valores que giram em torno de uma busca desenfreada pela nossa satisfação, esquecendo – nos de que é Ele quem tem o controle. Jesus disse: “Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!” (Mateus 18.7). Devemos buscar frutos dignos e arrependimento (Lucas 3.8).

*CONTUDO
O Senhor que é compassivo e misericordioso está nos chamando continuamente ao arrependimento e apresenta para nós o seu desejo de que o façamos. Ele nos diz:
CHOREM OS SACERDOTES, MINISTRO DO SENHOR (JOEL 2.17)
O choro e as lágrimas na Bíblia tem sempre uma conotação de arrependimento e tristeza, este texto fala do pórtico e o altar, este era o caminho percorrido pelo adorador que ia oferecer o seu sacrifício de arrependimento. Implica para nós que devemos nos arrepender com lágrimas e com um choro sincero para que sejamos contados como adoradores e recebida nossa oferta.
PAI, PERDOA – LHES... (LUCAS 23.34)
Jesus está oferecendo perdão aos que o buscam e apresentam diante d’Ele uma adoração sincera e que desejam dedicar sua vida a Ele de modo que ele possa achar em nós vida.
CHEGAI – VOS A DEUS (TIAGO 4.8 – 10)
Somente seremos exaltados segundo o poder de Deus quando compreendermos que Ele tem o controle e que importa que sintamos o quanto somos carentes de seus poder e graça, assim Ele nos exaltará não como desejamos ou segundo o nosso entendimento, mas nos exaltará sobre a carne, sobre o pecado e sobre as obras mortas para que tenhamos vida.

*CONCLUSÃO
Devemos apresentar um choro e lágrimas para arrependimento pelo que consta em 1 Pedro 1.3 - 9 .

Pr. Rodrigo de Almeida

terça-feira, 27 de março de 2012

quarta-feira, 14 de março de 2012

O que mudou na Santidade no Século XI? (2Coríntios 4.4) - Parte I

Ao observar as transformações ocorridas nos últimos anos na sociedade, podemos nos impressionar com o surgimento de tanta novidade que não estão tão novas assim. Muito dos conceitos que desenvolvemos hoje eram, até pouco tempo atrás, tratado de modo diferenciado. Há algum tempo se controlava o quanto as crianças podiam passar diante dos vídeo - games e computadores, enquanto hoje a maior parte do tempo é gasto diante destes. Também nos preocupamos com o tipo de companhia tinham nossos filhos e hoje não controlamos os seus 999 amigos das redes sociais, isso sem falar do conteúdo do que é visto por eles em seus computadores ou na televisão,além do tipo de jogo que jogam, quando até algum tempo atrás,dificilmente alguns deles participariam de 90% de nossas conversas. A globalização chega em nossa sociedade e algumas "máscaras" começam a cair e também algumas "distorções" começam a surgir. "Máscaras" porque o acesso a informação chega e descobrimos que assistir televisão de mais não estraga a vista; "distorções" porque assistir televisão de mais pode estragar o caráter. No atual  século, a igreja de Cristo celebra o acesso do povo ao conhecimento do evangelho; os veículos de comunicação e as redes sociais levaram e levam a um contato, um relacionamento, uma aproximação de muitos com seus líderes, antes inacessíveis, a uma compreensão de estudos e a uma geração de influencias através de um mundo globalizado. Contudo, este mundo globalizado gera também dentro da igreja uma interação muito perigosa com o mundo e tudo o que nele jaz, e entenda que me refiro ao que jaz no mundo e não ao o que no mundo tem para que nele vivamos e dele desfrutemos, me refiro a suas obras mortas. As obras mortas do mundo começam a se globalizar com a igreja que é lugar de vida e trouxe uma interação do tipo "nitroglicerina e fogo" para um contexto que passou por mudanças de conceitos estruturais, mas que não pode em hipótese algumas, mudar os conceitos dorsais. O que vem a ser conceitos estruturais e dorsais. O dorso ou espinha dorsal do ser humano é o centro de todo o crescimento do corpo, onde há a estabilidade e todo centro gravitacional do corpo, contudo a estrutura do corpo é alterada por conta do crescimento dos músculos e de todo o resto. Podemos ter várias formas de corpo, magros, altos, imponentes e esculturais e etc, mas a estrutura do dorso é sempre a mesma e sua funcionabilidade é imutável. O fato é que os conceitos estruturais da igreja do século XI está criando deformidades que interferem profundamente no dorso da igreja que é a instrução bíblica quanto a salvação e a santidade, deixando caminhos e direções que desvirtuam esse direito. No Atual século, a salvação pode ser conquistada à prazo e a santidade é relativa. Estamos interferindo, conjecturando, mascarando esses conceitos que são estrutura para um corpo sadio. Quando mudamos a proposta da salvação imediata oferecida por Cristo e dizemos que podemos aos poucos ser salvos como que por um processo, anulamos a força do feito de Jesus Tendo morrido uma única vez por nós. Quando mudamos a proposta de santidade para nos amoldar aos padrões do que jaz mundo, anulamos o caráter que Cristo apresentou para aqueles que esperavam por salvação. O que vale deixar em relação a santidade é que ainda que o copro mude em sua estrutura, a santidade é imutável, é um padrão de Deus onde há vida e em quem não há mudança, nem sombra de variação. A igreja do século XI tem mudado o dorso para que se adeque ao corpo e vem com isso os desvios. Infelizmente, desvios dorsais terminam com paraplegias, cadeiras de rodas.restrições nos leitos e muitas limitações. Talvez seja por isso que a igreja do atual século não progrida,mas de voltas no deserto. Santidade é imutável, inegociável, assim como a salvação é única n'Aquele que a morte venceu para me dar vida eterna com Deus, Cristo Jesus,o Santo de Israel,meu Senhor e meu Deus. 

GRAÇA, PAZ, MISERICÓRDIA E VIDA ABUNDANTE A TODOS QUE DESEJAM SALVAÇÃO E SANTIDADE.

Pr. Rodrigo de Almeida
Rede de Jovens Radical é Ser Livre

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Qual a sua Geração?!


De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze gerações; e desde Davi até a deportação para a babilônia, catorze gerações; e desde a deportação para a babilônia até Cristo, catorze gerações.
Mateus 1.17
 *      Introdução
Quanto tempo dura uma geração? Para alguns estudiosos em antropologia, uma geração dura entre 20 e 25 anos. Estudos recentes apontam que uma geração pode durar em torno de 10 anos e se considerarmos a revolução tecnológica a quem diga que pela capacidade de amadurecimento da juventude e das crianças por conta ao acesso a informação, uma geração pode ser construída em apenas 6 anos. Fico pensando nas gerações mais famosas do Brasil e algumas delas marcaram profundamente nossa história como, por Exemplo, a Geração dos Festivais. Muitos irão lembrar uma música de Jair Rodriguez: “deixe que digam que pensem que falem, eu não estou fazendo nada e você também...” Essa geração também chamada de geração Tropicália, foi marcada por um avanço da sociedade na política. Também chegou a Geração da Jovem Guarda, essa geração lembra: “Splish splash fez o beijo que eu dei, nela dentro do cinema... de Roberto Carlos.” Essa geração ficou marcada pelo romantismo e pelo exercício da liberdade de expressão que a geração anterior alcançou, um pouco de paz e amor estava no ar. Depois disso veio a Geração Coca-Cola e claro que nos vem à memória: “quando nascemos fomos programados pra receber o que vocês... geração coca-cola... da Legião Urbana.” Essa geração também conhecida por rebeldes sem causa onde o importante era reclamar e muito se ganhou no braço, na força e nos movimentos estudantis. No âmbito mundial encontramos a Geração X que está relacionada a era do informática, quando surgirão os vídeo – games e o computador e mais recentemente a Geração Y que é a geração digitalizada, da net rápida e das redes sociais, do mundo globalizado e da rapidez dos contatos. A ênfase que quero focar neste momento é que cada geração carrega sua característica, sua marca que influencia o pensamento e as atitudes desta geração. Para que uma geração nasça a geração anterior precisa morrer. Há um texto interessante que mostra a Ação de Deus em Relação a uma geração perversa que consta em Juízes 16. 27 diz:”  Ora estava a casa cheia de homens e mulheres; e também ali estavam todos os príncipes (régulos) dos filisteus; e sobre o telhado havia uns três mil homens e mulheres, que estavam vendo Sansão brincar. (Almeida Corrigida e Revisada / Sociedade Bíblica Britânica).” O texto quando fala de príncipes ou régulos fala-nos de reis, príncipes,  líderes ou sacerdotes, de fato, segundo o dicionário, governantes de uma província ou reino dinástico relativo a duas ou três gerações. O que está descrito para nós é que Sansão destruiu ao menos duas gerações de líderes Filisteus do mesmo modo que durante cerca de duas gerações (Juízes 13.1) os Filisteus oprimiram Israel. A temática é que uma geração nasce quando uma geração anterior morre.
 *      Sobre o texto (Mateus 1.17)
Este texto apresenta para nós a genealogia de Jesus partindo Abraão e há um texto correlato em Lucas 3.23 – 38 que apresenta a genealogia partindo de Jesus voltando a te a Deus. O texto de Lucas busca mostrar que Jesus é Filho Legítimo e único de Deus enquanto É Claro que muitos buscam trazer grandes revelações sobre as 14 gerações que o texto na íntegra de Mateus expõe; muitos nomes foram omitidos no texto e muitas outras especulações existem, contudo a temática do texto de Mateus 1 ao 17 é exatamente está: “Jesus é a razão da Fé que Justifica, conhecida em Abraão.” Ainda temos outra curiosidade sobre o texto de Mateus, mais especificamente no versículo que estamos trabalhando no capítulo 1 que é o versículo 17; ele diz sobre uma geração de Abraão a Davi, de Davi ao exílio, e do exílio até Cristo, sendo que não há após Cristo uma nova contagem de geração; quero lembrar o que anteriormente falei: para que nasça uma geração a anterior precisa morrer.” Não há um relato de uma geração pós Cristo por que Ele Vive e Reina e vivo está e a sua geração dura para sempre. (Apocalipse 1.18 e Lamentações 5.19)   

*      A que geração nós pertencemos?
Podemos fazer parte de nossas gerações segundo o contexto humano, e é claro que fazemos parte porque nascemos nestas gerações, o que não podemos é deixar o que conteúdo mundano destas gerações fazerem parte de nossas vidas, porque mediante ao texto que estamos apresentando só existe de fato duas gerações. A geração do mundo ou a Geração de Cristo, e como identificar a geração do Mundo, observe Mateus 16.1 e 4; era esperado que o Messias apresentasse grandes sinais e maravilhas, de fato Jesus responde o questionamento de João mostrando os sinais (Mateus 11.3 – 5) contudo João não pergunta pelos sinais como os Fariseus e Saduceus em Mateus 16. Eles queriam ver os sinais. Hoje não é diferente com a geração que se relacionam com os conceitos do mundo, eles desejam os sinais, os milagres.  João queria saber se Jesus “É”. Os fariseus querem saber o que Ele pode fazer.  A geração que se relaciona com o mundo não está interessada em quem Jesus É, mas no que Ele, Jesus pode fazer em sua vida humana. Contudo a Geração de Cristo não está preocupada com o que Ele pode fazer porque sabe quem Ele É, uma geração Bem – aventurada que como diz em João 20.29b N Não viu, mas creu. Uma geração que vem embasada na fé que justifica exposta por Abraão. Nós somos a Geração de Cristo.
Como eu disse uma geração precisa seguir os passos idealizados por esta geração. Jesus mostrou os passos de sua geração:
Ø  Uma Geração que tem Relacionamento com o Pai (João 11.41 e 42)
Uma geração Bem-Aventurada, a Geração dos que nasceram de Cristo, precisam ter relacionamento íntimo com o Pai, saber ouvi-lo e ter certeza de que Ele te ouve.
Ø  Uma Geração que Vence a carne (Mateus 4.1)
A geração de Cristo, Bem-Aventurada, precisa vencer a carne dando valor a Palavra (No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Efésios 6.10; Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade. João 17.17) não se deixando levar pelo desejo deste mundo, mas fazendo a vontade de Deus (João 4.34).
Ø  Uma geração decidida a entregar a sua vida (Marcos 10.45)
A verdadeira geração de Cristo deseja o mesmo sentimento que houve em Jesus, Vale a pena morrer para que Ele viva em mim. Sendo assim muitos serão salvos desta geração má e perversa associada ao mundo.

*      Conclusão
Você pode hoje fazer parte da Geração de Cristo, uma Geração Bem-Aventurada para isso será necessário decidir do que você será nascido: Da geração X ou Y,e etc. ou da Geração de Cristo como bem diz João 3. 3, 5 e 6. Para Fazer parte desta geração basta nascer de novo, nascer de Cristo e fazer parte da sua geração.

Eu faço parte desta Geração e você?

Pr. Rodrigo de Almeida

sábado, 21 de janeiro de 2012

O mundo na Igreja

Jo 17:15 “ Não peço que os tires do mundo , mas livres do mal”.

Precisamos estar atentos, pois a igreja do Senhor Jesus está mergulhada num sistema de mentalidade mundana o qual é o próprio mal desta era.

Dia das Mães


Origem : A mais antiga comemoração do dia das mães é mitológica. Na Grécia antiga , a entrada da primavera era festejada em honra a Rhea , mãe dos Deuses.

Dia dos Namorados


Origem : Seu surgimento foi em homenagem aos deuses Juno e Lupercus , conhecidos como protetores dos casais. As pessoas faziam um festa a estes deuses , agradecendo a fertilidade da terra, os rapazes colocavam o nome das moças em papeizinhos para serem sorteados. O papel retirado seria o nome de sua esposa.


Dia dos Pais


Origem : O dia dos pais tem sua origem na Babilônia há mais de 4000 anos. Um jovem chamado Elmesu moldou uma placa de argila e colocou sobre a placa uma homenagem ao seu pai desejando: sorte, saúde e voda longa.


O Costume do Parabéns nos aniversários


Origem : O costume de cantar parabéns nas celebrações de aniversário , nos tempos antigos , era para proteger o aniversariante de demônios e garantir a segurança no ano vindouro. Até o quarto século estas práticas eram rejeitadas pelo cristianismo. Acreditava-se também que as saudações tinham poder para o bem ou para o mal , pois a pessoa , neste dia , estava próxima ao mundo espiritual.


O Bolo redondo nos aniversários e velas acesas


Origem: O costume de acender velas nos bolos começou com o povo grego. Bolos redondos como a lua , iluminados com velas acesas eram colocados nos altares dos templos da deusa Artemis. As velas de aniversário , na crença popular , são dotadas de magia especial para atender pedidos.


sábado, 7 de janeiro de 2012

Vinho Novo, Odres Novos.

E ninguém deita vinho novo em odres velhos; de outra sorte o vinho novo romperá os odres, e entornar-se-á o vinho, e os odres se estragarão; Mas o vinho novo deve deitar-se em odres novos, e ambos juntamente se conservarão. E ninguém tendo bebido o velho quer logo o novo, porque diz: Melhor é o velho. 
Lucas 5.37-39

*      Sobre o texto
O texto que estamos trabalhando nesse tempo é um texto dos mais belos e dos mais intrigantes proferidos por Jesus. Jesus, por mais uma vez ao ser interpelado quanto um assunto responde de modo atraente e profundo; mesmo que a resposta pareça complexa, a simplicidade de Jesus está exposta de modo natural e incomum. No texto que estamos comentando apresenta um questionamento feito por Fariseus e por uns discípulos de João Batista quanto ao Jejum, no qual Jesus responde com uma dupla parábola. O contexto geral deste capítulo 5 do livro de Lucas trata especialmente do chamamento dos discípulos e estende o tópico até o capítulo 6.16, sendo que o maior questionamento no contexto não é sobre jejuar ou não jejuar, mas na maneira que Jesus havia escolhido seus discípulos, ou até seus primeiros discípulos já que a lista final vem após um retiro de oração em Lucas 6.12 – 16.
O texto, tratando basicamente destes versículos, apresenta para nós o conteúdo da segunda parábola na qual Jesus diz que não se deve por remendo de pano novo em roupas velhas e nem se coloca vinho novo em odres velhos, porque a roupa velha se rasgará tornando maior a rotura e o odre velho se rompe e se derrama o vinho.  A primeira parte desta parábola Jesus aplica como o noivo e seus convidados, falando diretamente sobre o jejum. Nos versículos em questão, o que muitos interpretam é que Jesus estava dizendo que o judaísmo era o pano e vinho velho e que o cristianismo era o pano e vinho novo. De fato o que se fala está relacionado a uma novidade, mas não aplicada à religiosidade, mas ao propósito de Jesus em escolher seus discípulos.  O vinho novo não poderia ser colocado em odres velhos por um motivo simples; o odre que era feito de couro quando recebia o vinho novo, sendo ele novo também, dilatada por conta da fermentação do vinho novo e expande – se ao máximo, se colocado nele vinho novo outra vez ele se rompe por não suportar a expansão produzida pela fermentação do vinho novo. Portanto em odres velhos ou já usados se colocava vinho velho que não fermentaria e ambos seriam conservados. Frequentemente na Bíblia há a referência do vinho novo como mosto, que é o suco da uva não fermentado. Portanto no contexto dessas parábolas, Jesus não está enfatizando quanto à religião judaica e o cristianismo (até porque o Cristianismo só surge de fato após a morte de Jesus e sua ressurreição através da Grande Comissão de Mateus 28.19), mas está dizendo que seus discípulos deveriam ser pessoas com a capacidade de receber o Novo que estava por vir. 

*      Aplicação
Há uma aplicabilidade forte deste contexto para nossa vida e podemos ver que ela é muito aparente tanto biblicamente como na nossa vida cotidiana. Se observarmos a história de Israel veremos que suas vidas, apesar de ansiarem por ver o Deus de seus pais, o Deus de Israel agir em seu favor, eles não estavam prontos para receber o novo que seria trazido a seus corações e mente. Ao observar Êxodo 14.12 podemos ver que Israel desejava viver um tempo novo de restauração, mas seu coração e sua mente estavam ainda presos no passado. Outro exemplo vindo ainda de Israel é Êxodo 32.1, onde a questão aparente não está relacionada a servir aos deuses do Egito, até por não haver tal tipo de relato em que Israel os tenha servido, mas em não estar dispostos a servir ao Senhor do modo prescrito por Ele. Outro exemplo consta em Números 11.5 – 6 onde os desejos de Israel estavam voltados ao que comiam e bebiam de graça no Egito, passando até a desprezar o que Deus havia feito para sustentá-los e que nunca falhava: o maná.
Pense que quando enclausuramos nossa mente e coração impedindo que Deus se revele e nos traga o seu vinho novo, desejamos viver preso no passado, servindo como no passado e se alimentando do passado. Vivemos em alianças mal feitas e por isso não podemos assim como o vinho novo expandir e nos tornar melhores, porque nossos odres acabam se rompendo, é por isso que Jesus diz que quem vive a beber do vinho velho, não deseja o novo e diz que o velho é melhor (Lucas 5.39).

Deus tem um vinho novo para você neste tempo. Portanto é tempo de uma nova unção para sua vida, um tempo de crescimento e de renovação da sua mente e de seu coração, para isso é necessário que:

Ø  Viver como discípulo de Jesus
No texto paralelo de Mateus 9.17 Jesus afirma que “Ambos se conservam”. Só haverá vinho novo de Jesus quando desejarmos ser discípulos que guardam e vivem seus ensinamentos Ele estará em nós e nós estaremos nele, sendo conservados (João 15.10). Não podemos viver presos ao passado

Ø  Anular o Velho Homem
No texto paralelo de Marcos 2.22a Jesus diz que “tanto se perde o vinho como os odres.” Só pode haver um vinho novo quando não há desperdício. Quando Jesus Nos traz algo de sua parte não é para que desperdicemos com os conceitos e práticas do passado, vivendo uma vida como quando criamos que éramos ‘donos do nosso nariz’, servindo ao velho homem com o que nos convém, mas entendendo que fomos chamados a ser novas criaturas (Romanos 6.6). Não podemos servir ao Senhor como no passado.

Ø  Ansiar por mais
No texto de Lucas 5.39 NVI diz que ninguém que “experimenta o velho prefere o novo por que diz que o velho é melhor.” Só desejamos o que nos alimentava e nutria no passado por que não precisamos nos preocupar em desfrutar e experimentar coisas novas, desta forma alimentando sempre a carne e seus desejos por já havermos nos acostumado com aquele “tempero.” Devemos desejar mais para que não desejemos apenas o que já conhecemos. Só haverá um vinho novo, fresco, constante e abundante quando nosso desejo for se alimentar deste novo de Deus, quando ansiarmos por mais (João 4.34). Não devemos nos alimentar do Passado.

*      Conclusão
Deus tem um vinho novo para os que do passado não querem viver presos, nem servir ou se alimentar dele. Há um Vinho Novo (que é o próprio Jesus) a ser posto em Odres Novos (que somos Nós) que vivemos como discípulos, anulando o velho homem e ansiando por mais de Deus.


Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!