quinta-feira, 25 de outubro de 2012

21/10/12 - noite


Essência.
Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. 
João 12.3
E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 
Marcos 14.3
*      Introdução
Havia uma canção antiga de um grupo famoso chamado ‘Legião Urbana’, na qual o autor da canção, Renato Russo, dizia não compreender algo sobre Deus. Segue o trecho da canção: “Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três...” Renato não compreendia algo simples e profundo que é a triunidade divina. O Deus Pai é Espírito que tendo apenas um único gene, deu – o a seu filho Jesus, ora o ser humano possui 48 genes e quando da concepção homem e mulher cedem metade dos seus genes, ou seja, 24 genes para que se formem a característica da criança semelhante a dos pais. Sendo assim, Deus, tendo apenas um gene, cedeu completamente a Jesus, fazendo de Jesus exatamente o que o Pai era: Deus. O homem fora feito de matéria, barro, como relata Gênesis 2.7 e a mulher da costela do homem, como em Gênesis 2.21. Contudo primeiramente nos diz as escrituras que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26 – 27), porém Deus é Espírito (Jo 4.24) então onde somos sua imagem e onde temos sua semelhança? Na essência. Em essência somos espirituais, feitos da mesma porção espiritual, de modo que como Deus “precisa” ser adorado, nós precisamos adorar, isso nos completa, preenche o nosso ser. É a nossa existência preencher este passo da criação. Nossa essência é adorar, assim como a essência de Deus é ser adorado.
*      Textos
Nos textos citados falamos sobre Maria, irmã de lázaro e irmã de Marta, que esteve aos pés de Jesus quando de sua visita à casa de sua família enquanto sua irmã preparava a mesa. Também a mesma Maria que prostrou – se aos pés de Jesus antes que ressuscitasse seu irmão lázaro e adorou a Jesus. Há certas diferenças entre estes textos mesmo sendo eles a cerca do mesmo episódio. João diz que restavam seis dias para a páscoa, que estavam a casa de Lázaro e que Judas Iscariotes queixou do desperdício, João frisa a unção nos pés de Jesus. Marcos relata faltar dois dias para a páscoa, a casa era de Simão leproso e que alguns queixaram do desperdício não citando Judas, Marcos Frisa a unção na cabeça. A muitas questões neste texto inclusive a da formação textual diferenciada de João e Marcos que não vem ao caso para nós. O fato é que os textos se referem ao mesmo episódio. O importante aqui é que a quantidade de nardo era suficiente para ungir a Jesus da cabeça aos pés, e de fato o foi por ele mesmo dizer que ela o fez para prepará-lo para a sepultura (Jo.12.7 / Mc 14.8). O nardo era um perfume precioso usado apenas em ocasiões especiais devido ao seu alto valor. Judas sugere que fosse vendido por 300 denários, sendo o denário o salário de um dia de trabalho, era quase o salário de um ano inteiro. O vaso de alabastro também era de igual valor. Hoje o alabastro é feito de gesso, e como é bem suave pode ser frisado com o toque de uma unha. Nos dias de Jesus era produzido o vaso de alabastro da calcária, uma espécie de gesso mais rígida, para que não se corresse o risco de quebrar com um perfume tão preciso e caro dentro. Maria quebra esse alabastro rígido com suas mãos e unge a Jesus derramando o nardo por completo, sem que se pudesse aproveitar o que no fundo permanecesse já que o vaso fora quebrado.
*      Aplicação pessoal
Na minha essência de adorador, sou atraído por Deus a fazer três coisas feitas por Maria nestes textos:
1.       Sou movido a Quebrar – me – Maria ao deparar – se com Jesus em sua casa, foi movida a quebrar o que ela possuía. A essência de adorador que há em nós deve nos levar a quebrar nossas embalagens mais duras, sentimentos, mágoas, dores, traumas e etc. (Jr 18.4 – o Vaso quebrou a si próprio na mão do oleiro para se refeito).
2.       Sou movido a me derramar – Maria derramou nardo puro, o que havia de mais precioso para ela, talvez todo o seu sustento e de sua família. Precisamos derramar perante ele libações da nossa própria alma. Devemos derramar perante ele tudo o que temos e o que somos nos colocar nus diante dele para poder alcançar a totalidade da sua presença. (Sl 42.4 – O derramar da alma só acontece quando estamos indo na direção d’Ele).
3.       Sou movido a me prostrar – Maria não simplesmente enxuga com os cabelos aos pés de Jesus, ela se prostra rosto em terra para que possa enxugar – lhe os pés. Quando estamos atraídos a adorar pela nossa essência nos movemos e nos prostramos diante d’Ele e reconhecemos a sua grandeza. (Jo 3.30 – esse sentimento é o que nos aproxima profundamente de Jesus).

*      Conclusão
A nossa essência é ser adorador, e por isso Deus está à procura dos tais (João 4.23b), porque em essência fomos feitos a sua imagem e semelhança e por isso, estamos intimamente impulsionados a adoração que lhe é devida. Portanto seja um adorador extravagante e gasto o melhor que há em você para adorar ao único que é digno de receber honra, glória, domínio poder e o louvor pelos séculos dos séculos. Amém!

Pr. Rodrigo de Almeida
       

21/10/12 - manhã


Seguindo padrões.
Porque ele é como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano da sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.
Jeremias 17.8
*      Introdução
Este texto nos fala, no seu contexto, do homem que confia no Senhor. A apresentação deste texto para nós é feita num comparativo a uma árvore. Israel era comparado a Figueira ou a videira dependendo da ocasião. No que se diz respeito a nação Israel é Figueira, porque a figueira mantém em si a capacidade de produzir em situações extremas e adversas, apresentando primeiro os seus frutos e só depois as suas folhas, diferentemente das árvores comuns que dão folhas primeiro do que os frutos. No que se refere a missão de Israel para o mundo Israel tem sua história confundida a videira, porque do fruto da vide se produz a alegria e a comunhão. O suco da uva ou o vinho era imprescindível em qualquer comemoração pela alegria que gerava e pela comunhão que produzia. As libações no templo eram oferecidas com vinho para comunhão entre pessoas em ofertas de gratidão e por perdão. Essas árvores são conhecidas por seus doces e belos frutos e são identificadores da obra de Deus para com o povo de Israel.
Em Maria da Fé também encontramos uma árvore que identifica a cidade, sendo símbolo desta, uma árvore rara, em extinção no Brasil, protegida por lei que é a Araucária e esta árvore pode ser símbolo para nossa procedência diante de Deus e pode também ditar para nós padrões de caráter que devemos assumir diante de Deus.
*      Padrões a serem seguidos ilustrados pela araucária:
1.       Ela cresce reta – Precisamos crescer de forma reta no evangelho, andar em caminhos retos, não desviando nem para direita, nem para esquerda.
2.       Ela produz abrigo – A araucária se tornou quase extinta pela extração desmedida para produção de móveis e casas, já que a sua madeira não produz cupins e tem durabilidade superior a outras espécies de madeira. Nós devemos produzir abrigo e conforto para aqueles que precisam encontrar salvação.
3.       Ela produz alimento – Produtora do pinhão, alimento rico em gordura, caloria, natural, próprio para alimentação e fornecedor de sustento. O fruto desta árvore é produzido durante toda a vida dela com o mesmo vigor. Devemos ter com que alimentar os que necessitam através da palavra e nunca esmorecer com o tempo ou com a maturidade espiritual.
4.       Ela é rara – Esta árvore abundante em Maria da Fé é rara no restante do país e por isso é admirada. Se formos homens e mulheres de Deus incomuns, íntegros, seremos admirados também. Não seremos idolatrados, mas alcançaremos a condição de sermos vistos como verdadeiros.
5.       Ela é protegida por Lei – Esta árvore se for maltratada pro alguém, este alguém corre o risco de ser preso por crime ambiental inafiançável. Nós devemos estar protegidos debaixo das asas do altíssimo de modo que ninguém possa nos tocar,  porque somos “meninas dos seus olhos”.
*      Conclusão
Para que possamos gerar frutos precisamos seguir padrões morais que vão além do tempo de cuidado e provisão, mas precisa apresentar – se fiel especialmente nas situações adversas.

Pr. Rodrigo de Almeida 

sábado, 6 de outubro de 2012

Atraindo o Coração de Deus.


Atraindo o Coração de Deus.
Assim que Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo. Os sacerdotes não conseguiam entrar no templo do Senhor, porque a glória do Senhor o enchia.Quando todos os israelitas viram o fogo descendo e a glória do Senhor sobre o templo, ajoelharam-se no pavimento, chegando o rosto ao chão, adoraram e deram graças ao Senhor, dizendo: "Ele é bom; o seu amor dura para sempre". 
2 Crônicas 7:1-3
*      Introdução
Eu estava pensando e observando um objeto que considero muito curioso que é o imã. Ele é um objeto que gera um campo magnético ao seu redor que provoca atração com metais. Todo imã é considerado dipolo, ou seja, possui sempre dois polos magnéticos um norte e outro sul, sendo que o polo sul sempre atraí o polo norte magnético e ao mesmo tempo o polo sul repulsa o polo sul. O polo norte é o polo magnético, ou seja, é onde se encontra o poder para atração e por isso o polo sul é atraído a ele.
Pude observar a semelhança que temos com este objeto fantástico no tocante a pessoa de Deus. Assim como o imã é uma peça única em si mesmo, ou seja, mesmo que partido ele se torna um imã menor com mesmas propriedades e não dois objetos diferentes, Deus é também uma peça única. Nós fomos gerados a Sua semelhança (Gênesis 1.26 – 27), ou seja, gerado a partir dele, recebemos suas característica e assim como o imã Deus também tem um lado que atraí e um lado que repulsa. O “polo magnético” de Deus sempre está direcionado para nós e sua expectativa é que nosso polo sul seja atraído através da adoração (João 4.23 – 24) já que fomos partidos Dele pelo pecado, contudo muitas vezes, por conta do pecado, tentamos nos equivaler a Deus e apresentamos para Ele nosso polo norte, dizemos que temos nossa própria força e assim somos repulsados pelo polo sul de Deus que não suporta o pecado. Jesus, em sua obra vicária tem o poder de inverter os polos e nos redirecionar de modo a sermos atraídos a Deus novamente.       
*      Sobre o Texto.    
Este é um texto dos mais belos do Antigo Testamento, onde o Rei Salomão encerra uma grande festa de dedicação a Deus após a construção do Templo do Senhor. Salomão neste texto consagra o templo, adora com músicas e ações de graças e participa ao povo da comunhão e a manifestação de Deus ocorre de formas espetaculares como a nuvem (Shekkinah), presença da glória, que enche o templo ou ainda com a oração respondida pelo próprio Deus. Vale ressaltar o nível de comunhão expressa nestes versículos, visto que não carecia da presença de um profeta no meio do povo e para Salomão, Deus falava diretamente com o Rei.
*      Como Atrair o coração de Deus
Existem alguns ensinamentos importantes neste texto que mostram como atrair o coração de Deus e é o que vamos observar agora.
1.       Ofereça sacrifícios pacíficos ou de comunhão (v.5) Salomão oferece 22 mil bois e 120mil cordeiros ou ovelhas. O sacrifício pacífico era um sacrifício de comunhão onde não apenas o sacerdote podia partilhar como também o povo que se encontrasse presente. Na Bíblia a referência ao número mil diz com respeito a algo completo, inteiro, perfeitamente pleno. Salomão oferece 22 mil bois para as famílias sacerdotais, 1000 bois para cada família e 120 mil cordeiros, dez mil para cada tribo de Israel, portanto 10 vezes a plenitude ou a perfeição para a comunhão. O que Salomão dizia com este sacrifício era: Só podemos atrair o coração de Deus se a minha adoração tiver comunhão com a sua.   
2.       Manter uma postura firme (v.6) Após partilharem da adoração através da comunhão do sacrifício, eles assumiram uma postura na ação de graças. O louvor era manifestação das ações de graças do povo. Ao colocar - se de pé eles diziam: Estamos prontos a te receber.  
3.       Alegrar – se continuamente (V.10) Quando o povo foi para casa, muitos deixando Jerusalém e indo a partes distantes da terra de Israel, foram jubilosos, adorando, cheios de graça, felizes. Isso demonstra que: não importa onde você esteja, nem o que estiver vivendo o seu coração se alegra no Senhor. 

*      Conclusão
Jesus muda nossas circunstâncias assim como neste teto trazendo até nós comunhão com o Pai, nos colocando de pé e enchendo a nossa vida com alegria. Agora o que ouvimos é Deus nos Responder dizendo que se tão somente chamarmos a Ele e nos arrependermos dos maus caminhos Ele sara a nossa terra (1Crônicas 7.14)

Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tempo de Dedicação

Tempo de dedicação.
Como de costume, Jesus foi para o monte das Oliveiras, e os seus discípulos o seguiram.
Chegando ao lugar, ele lhes disse: "Orem para que vocês não caiam em tentação”. Ele se afastou deles a uma pequena distância, ajoelhou-se e começou a orar: "Pai, se queres, afasta de mim este cálice; contudo, não seja feita a minha vontade, mas a tua”. Apareceu-lhe então um anjo do céu que o fortalecia. Estando angustiado, ele orou ainda mais intensamente; e o seu suor era como gotas de sangue que caíam no chão. Quando se levantou da oração e voltou aos discípulos, encontrou-os dormindo, dominados pela tristeza. "Por que estão dormindo?”, perguntou-lhes. "Levantem-se e orem para que vocês não caiam em tentação!”
Lucas 22.39-46
*    *  Introdução
Dedicação é algo muito exigido para cada um de nós especialmente nos relacionamentos, quer nos relacionamentos afetivos ou fraternais, quer nos relacionamentos sócios - econômicos. Qual é o propósito ou o sentido da dedicação? No dicionário é: Desprendimento de si próprio em favor de outro ou de alguma ideia; consagração. No Hebraico é: usado para apresentar ou oferecer a Deus algo. A palavra hebraica para dedicação é “CHANUCÁ”. Hoje o chanucá hebraico é uma grande festa celebrada em 8 dia no mês de Kislev em meio ao nosso dezembro e é chamado de ‘festa das luzes’, festa esta que historicamente se atribui a Judas Macabeu e seus irmão quando da retomada de Jerusalém por volta de  160 a.C consagrou ao Senhor o templo e os altares assim como objetos antes profanados e reacendeu os candelabros do templo celebrando por 8 dias o ocorrido. Portanto, dedicação é ofertar o que nos é de grande valor ao Senhor. Um grande exemplo de dedicação na bíblia se encontra em Gênesis 22.2 onde Abraão é ensinado pelo Senhor sobre dedicação quando este pede seu filho único.
*    *  Sobre o texto
Aqui podemos ver Jesus nos ensinando sobre dedicação ou chanucá, pois vemos Jesus dedicando ou consagrando nossas vidas ao Pai sendo Ele mesmo a oferta, porque sempre que algo era dedicado a Deu sou ao templo uma oferta era entregue. Nós fomos dedicados ao Senhor, e Jesus foi nossa oferta. Jesus se oferece ao Pai por nós, Jesus se oferece pelo pecado em nosso lugar, Jesus se oferece para morte que nos cabia.
*  *   Tempo de dedicar.    
1.       Dedique o que há de melhor (Lucas 22.39) A dedicação de Jesus não fora momentânea ou apenas por um motivo específico, mas era costume de Jesus dedicar – se ao Senhor. Não entregue migalhas do que há em você.
2.       Suporte o peso da sua oferta (Lucas 22.44) Para dedicar sua vida ao Senhor e nossas vidas a Deus, Jesus precisou carregar nossos pecados; muito mais do que a cruz ou do que açoites, Ele recebeu nossos pecados. Carregue o peso da tua oferta de dedicação.
3.       Saiba o fundamento e o resultado da tua dedicação (Lucas 22.45) Jesus sabia de onde havia vindo e para onde ia dedicando assim sua vida por nós e não vacilou em prosseguir. Siga em frente, pois além do madeiro há vida eterna.
*     * Conclusão (Isaías 53.4-7)
Ele Levou sobre si, como na dedicação do antigo, toda nossa dor e sofrimento ainda nos abriu um caminho de acesso ao Pai que é novo e vivo. Basta – nos seguir o mesmo exemplo e nos dedicar ao Senhor. Jesus disse: “EU SOU A LUZ DO MUNDO (João 8.12).” Ele é a tua festa das luzes a tua dedicação.
Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!  

sábado, 30 de junho de 2012


O que ELE deseja é o teu Coração.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 
Marcos 12.30
*      Introdução
Dentro de toda história da humanidade, acordos e tratados foram assinados e firmados. Por exemplo, no dia 24 de Junho foi eleito o novo presidente do Egito Mohammed Mursi e no dia seguinte a proclamação deste novo presidente, Shimon Peres, presidente do Estado Israelense declarou: “Esperamos que ele (Mursi) leve em consideração o acordo de paz que temos com o Egito.” Pactos e alianças cravejam a história da humanidade de forma variada e selam a nossa história. A Bíblia está repleta destes pactos e alianças como, por exemplo, em Gênesis 24.2 – 3, onde Abraão faz seu servo jurar ‘pondo a mão embaixo de sua coxa’ que não tomaria mulher para Isaque entre os cananeus (neste texto, alguns teólogos creem que originalmente a mão era colocada segurando os testículos do que fazia jurar pelo juramentista), esta era uma forma de mostrar o peso e a responsabilidade do juramento. Outro exemplo muito comum de alianças ou pactos tratado na Bíblia está contido em 2 Crônicas 13.5, onde fala – se de uma aliança de sal; muito comum quando se fazia um acordo com alguém dar – se um punhado de sal entre as partes, visto que o sal era usado para conservar alimentos, dizia – se que aquele acordo seria conservado pelas partes. Dentro do contexto que estamos tratando precisamos entender a diferença entre PACTO e ALIANÇA. Pacto é um Ajuste, convenção, acordo ou tratado enquanto Aliança é um Laço eu prende duas ou mais partes; laço que prende duas pessoas pelo casamento; anel liso que sela o casamento ou compromisso. Olhando para estes argumentos percebo que Deus se manifesta para com o homem propondo para ele um PACTO, quando nos dá um tratado ou um acordo, uma Lei natural, na qual fomos criados n’Ele e para Ele (Romanos 11.36 Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”) e também nos oferece uma ALIANÇA na qual fomos selados pelo Espírito Santo (Efésios 1.13 “Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa.”) mediante o sangue do cordeiro vertido no Calvário no qual reconcilia todas as coisas (Colossensses 1.20 E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.”). O que nos chama atenção é que em toda a Bíblia Deus é quem está nos oferecendo quer sejam pactos ou alianças com a intenção de nos reconciliar a Ele, contudo em ambos os aspectos deve haver uma reciprocidade da outra parte em oferecer também algo para que o pacto ou a aliança seja firmado. Um Pacto ou uma Aliança nunca poderá ser selado apenas por uma das partes. Para que haja pactos ou alianças todas as partes devem estar completamente envolvidas. No Reino de Deus não Existe Pacto ou Aliança Unilateral. Hoje podemos experimentar e viver a Aliança feita por Cristo conosco que ofereceu sua vida calvário, ou seja, nesta aliança Jesus oferece – nos o seu sangue que nos limpa de todo pecado (1 João 1.7) e a pergunta seria: o que oferecer para selar está aliança já que esta aliança não poderá ser selada com mão sob a coxa ou sal. O que Ele deseja é o teu coração!

*      Sobre o texto
Neste texto Jesus é interrogado, assim como no texto correlato de Mateus 22.37 por Saduceus quanto à ressurreição e Jesus os faz calar e logo em seguida os Fariseus interrogam Jesus quanto o Maior de todos os mandamentos; os Fariseus zelosos da lei especialmente das tradições judaicas esperavam ouvir algo quanto em que pudesse pegar Jesus no contrapé, contudo Jesus dá – lhes uma resposta de forma ainda mais profunda. Quando Jesus cita Deuteronômio 6.5 Jesus lhes dá uma lição ainda mais profunda do que toda a sua lei e sua tradição. Amar a Deus está não somente no campo legal ou da lei, precisa estar contido no entendimento e na alma além de exigir toda a sua força e por isso deve ser de todo o coração. Vamos entender o que é o coração em diversos aspectos para entender por que Ele deseja nosso coração para selar esta aliança.

*      O Coração
Ø  Para Medicina é: s.m. Anatomia. Órgão torácico, oco e muscular, de forma ovóide, que é o elemento motor central da circulação do sangue. Responsável pela manutenção e dos demais órgãos pela circulação sanguínea. Órgão vital. Músculo mais forte do corpo. (fonte: Dicionário de português/concordância Dicionário de Medicina)
Ø  Para Psicologia: O coração é o símbolo daquilo que não pode ser controlado nem pelo intelecto nem pela vontade. (Fonte: Rede Psi – portal de psicologia de caráter informativo – Responsáveis Dr. Eduardo Villarom Helene e Dr. Oliver Zancul Prado, SP).
Ø  Para Teologia: “A parte central em geral, o íntimo, e assim o homem interior, conforme se manifesta em todas as suas diversas atividades, nos seus desejos, afeições, emoções, paixões, objetivos, seus pensamentos, percepções, imaginações, sua sabedoria, conhecimento, habilidade, suas crenças e seus raciocínios, sua memória e sua consciência de si mesmo”. Fonte:  Journal of the Society of Biblical Literature and Exegesis (Revista da Sociedade de Literatura e Exegese Bíblicas), 1882, p. 67.
Ø  OBS: para os apaixonados: FOTO
Ø  Resumo: O coração é identificado como centro das emoções, dos sentimentos e da razão ainda que a razão do coração não seja totalmente racional. Mesmo sendo apenas um órgão muscular, está subentendido que todo contexto da mente e do pensamento passam por ele, podendo ser identificado com a alma.

*      Aplicação Pessoal
Precisamos compreender que para se selar uma aliança com Deus mediante Cristo Jesus é preciso entregar a Ele nossa parte neste ato já que Ele nos dá a sua parte, a saber, seu sangue derramado por nós e nossa parte nesta aliança é nosso Coração. Contudo este coração não é apenas um coração muscular, nem apenas sentimentalismo, mas todo um profundo entendimento de que nossa vida está sendo entregue a Ele. Entregar o coração exige Uma entrega completa (Romanos 12.1): Um culto racional aponta para coração no que tange a Razão visto que o culto só é racional, quando há um sacrifício vivo, santo e agradável. O sacrifício de Jesus por nós foi aceito por que apresentou uma oferta Viva e Santa tornando – se agradável a Deus. Não podemos entrar nesta aliança sem entregarmos ao menos o mesmo que por nós foi entregue: A Própria Vida.
No texto inserido como base para nosso entendimento fala que havemos de amar a Deus com todo nosso Coração, mas explicita que o devemos fazer com a alma, entendimento e força, que são os aspectos do coração nos quais o correlacionamos e por isso entendemos que devemos fazer é entregar nossa própria vida.
*      Conclusão
Jeremias 29.13 diz que somente de todo coração é que podemos encontrar o Senhor e ser encontrado por Ele e desta forma fazer com Ele uma aliança.

Pr. Rodrigo de Almeida (97537773)

sábado, 12 de maio de 2012

Guardando firme a sua Promessa.


Porque um menino nos nasce, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz;
Isaías 9.6
*      Introdução
Quando olhamos para este texto podemos observar Deus trazendo uma apalavra de esperança para o povo de Israel. A promessa estava baseada não só em um plano de libertação territorial, ou mesmo de uma estruturação do Reino de Dravídico, mas fala – nos de uma libertação plena e eterna, mediante aos atributos relacionados ao Messias, a Jesus. Portanto se pusermos em comparação este texto com Lucas 1.30 ao 33 poderemos ver que Maria não esta apenas grávida de um menino, ou de um Jesus qualquer, “ela gerava toda esperança de um povo.”

Durante toda história de Israel desde Moisés o Messias era esperado (Deuteronômios 18.18), neste texto de Isaías que temos por base ele é novamente anunciado, vários personagens da história de Israel apontam para Ele, mas quando este veio a nascer e anunciar suas palavras ao povo, que há tanto tempo o aguardava, eles não o ouviram.

Quando temos uma promessa de Deus precisamos estar atentos ao agir de Deus e suas manifestações para que quando recebermos a promessa não venha despreza – lá.

*      Como guarda a sua promessa.    

1.       Aprenda a olhar os sinais (Mateus 16.2 – 3) Deus se manifesta através de coisas simples e naturais, quase sempre estamos esperando que cai “canivetes do céu’ para sabermos que Deus está se manifestando, quando Deus em sua simplicidade se mostra grandioso.
2.       Não limite o poder de Deus (Efésios 3.20) É impossível limitar o poder de Deus. Contudo agimos “limitando” este poder quando não creditamos a Deus os feitos de suas mãos. Creditamos a nós mesmos ou a outro aquilo que Deus por seu excelso poder realizou.
3.       Não diga para Deus o que Ele deve fazer (Isaías 55.8) Quando “ditamos” para Deus como deve ser em nossas vidas, impedimos nossos olhos de reconhecer os caminhos e planos de Deus para nós.

*      Conclusão
Se deixarmos o Senhor nos conduzir poderemos reconhecer a promessa mesmo sem vê – La, e sentirmos a procedência de Deus pela resposta do Espírito Santo em nós testificando e confirmado a promessa como em Lucas 1.41.

Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!  

quinta-feira, 3 de maio de 2012


Lutando por nossas Famílias.
Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó para que tires o meu povo do Egito.
Êxodo 3:10

*      Introdução
Quando entramos pelas portas do Evangelho muitas são as lutas que enfrentamos dentro do nosso lar. É dentro de nossa casa que temos maior dificuldade para demonstrar que somos agora nova criatura. O testemunho pessoal é sempre afligido por palavras como: “Crente pode isso”, “Seu pastor sabe disso”, “é assim que você é na igreja” e etc. Somos cercados de uma grande Nuvem de Testemunhas (Hebreus 12.1) e existe uma expectativa, especialmente dentro da nossa casa sobre o nosso proceder, deste modo começamos a travar uma guerra espiritual para vencer junto a nossas famílias. Para ilustrar nossa Luta dentro de casa e as artimanhas que enfrentamos usaremos o povo de Israel e sua saída do Egito para aplicar a nossa luta diária e ver como podemos vencer.
*      Sobre o Texto
Neste texto que estamos tratando Deus chama a Moisés para livrar Israel do poder e da opressão do Egito. Deus usa de ações miraculosas para que Moisés possa demonstrar ao povo e a Faraó que o Senhor tinha planos para Israel como sendo sua Família, contudo a história do êxodo não foi fácil, existiram grandes batalhas e muitas lições a serem tiradas. Neste relato temos personagens que serão nossa base de discussão neste tempo: Moisés, Faraó, Egito e Israel, estes nos servirão de base para esta aplicação, portanto: Moisés = Eu e você (Nós) / Faraó = Adversário; satanás / Egito = O mundo / Israel = Nossas Família que precisam ser Libertas.

*      Estratégias de Satanás para que nossa família não seja Liberta.

1.       Ele irá resistir e não permitirá que sejamos livres (êxodo 5.1 – 2).
A primeira coisa que satanás tenta é nos intimidar e dizer que não deixará livre nossa família – ele tentará dizer que é ele quem manda.
2.       Ele tentará gerar angústia em nossa casa (êxodo 5.7).
Quando começamos a lutar por nossa família, satanás tentará fazer cm que as coisas se tornem difíceis, tudo parecerá piorar e não melhorar e muitos desistem já neste ponto e dizem: “depois que recebi Jesus tudo piorou.” Ainda não é tempo de desistir: LUTEM!
3.       Ele tentará imitar os feitos do Senhor para iludir a tua casa (êxodo 7.22).
Quando começamos a apresentar os milagres e transformações de Deus para nós, o adversário tenta contra nossa casa desejando demonstrar que ele pode fazer o mesmo, buscando reduzir a ação de Deus a coisas comuns. Isso se repetirá por algum tempo, portanto não desista e continue testemunhando do poder de Deus e do que Ele, O Senhor tem feito em sua vida.
4.       Ele começa a ceder, mas não totalmente (êxodo 8.25).
Quando Deus começa a fazer separação entre você e o mundo e isto se torna notório, satanás não pode resistir, mas suas estratégias para evitar que levemos a adoração a nossa casa permanecem. Ele te permite adorar com sua família, contudo você precisa se manter no Egito. Muitas são as famílias que decidem então servir a Deus, mas como parte dela ainda não está em Cristo se divide em Andar com Deus e andar no mundo. Não podemos aceitar adorar a Deus com nossa família no mundo, no Egito, pois a estratégia era esta Adore aqui mesmo.
5.       Ele quer te satisfazer com apenas uma parte da família (Êxodo 10.7 e 10).
Chega um ponto da luta que o adversário começa a perceber que estamos cansados, impacientes e de certa forma ansiosos pela libertação da nossa família e de nossa casa e permite então que parte dela sirva ao Senhor. Ele até deixa que os pais sirvam, mas os filhos não. Nãopodemos aceitar partes da nossa família, porque Deus nos chama a plenitude.
6.       Ele deseja retirar o objeto de nossa adoração familiar (êxodo 10.24).
Israel não sabia com que haveria de adorar, visto que naquele tempo os animais eram objeto de adoração, o adversário tenta impedir que estes fossem levados. Muitas vezes dentro de nossa casa permitimos que o objeto de adoração seja retido, por conta das lutas deixamos de louvar, de testemunhar, de ler a palavra, falta comunhão na família e falta relacionamento entre os cônjuges e os filhos.

*      Não devemos nos Render
v  Lute por tudo que Deus tem te dado, Lute por sua casa (Êxodo 12.32).
Não permita que nem uma unha, ou seja, a menor parte da sua casa fique no Egito.
v  Você deixará essa batalha com abundância (Êxodo 12.36).
Quando satanás vir tua vitória, nãopoderá impedir que você seja abençoado e não poderá reter o que Deus preparou para você.
v  A libertação da tua casa alcançará outros (Êxodo 12.37 – 38).
O que Deus está para manifestar na tua família será motivo de outros desejaram ao Senhor também.

*      Conclusão
Efésios 2.19 nos garante que somos Família de Deus e não podemos abrir mão deste privilégio

Shalom!

Pr. Rodrigo de Almeida
(21) 97537773