sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Pregada em 23/12/12 - Domingo à noite em Maria da Fé


Título: Vinte e três de dezembro de dois mil e doze (23/12/12).
Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; 
1 Tessalonicenses 5.2

*      Introdução
Durante quase toda história da humanidade especialmente após o surgimento do Jesus histórico, muitos têm se dedicado a prever o fim do mundo. As primeiras profecias importantes e com grande impacto por volta de 992d.C prevendo o fim do mundo para o aqueles anos baseados na data do nascimento de Jesus e com vista ao que diz em Apocalipse sobre os mil anos de governo de Jesus, portanto até o ano de 1033d.C surgem diversas profecias quanto ao fim do mundo baseados na data de nascimento de Jesus, com variações por conta dos calendários existentes. Fato é que até o século XX ocorreram em torno de 30 profecias vultosas que geraram grandes tumultos e prisões dos tais “profetas”. A partir do séc. XX a coisa ganha mais contorno e aumentam as profecias chegando a uma média de 50 profecias importantes, quase dobrando o número ocorrido em 20 séculos. Destas cerca de 50 profecias existiram fatos específicos sendo 5 profecias de Testemunhas de Jeová , 5 de Ets, 5 sobre cometas ou alinhamentos de planetas, 2 da Nova Era, 8 de desastres naturais, 3 de grandes guerras. Nestes doze anos de séc. XXI já foram elaboradas 11 grandes profecias sobre o fim do mundo considerando 3 sobre astronomia, 2 de guerras e 1por conta do avanço científico. De todas estas destacamos as duas mais famosas: Nostradamus, cientista e profeta russo haveria dito a celebre frase “a dois mil chegará e de dois mil não passará...” que fora indicado como dia 8 de Agosto de 2000 o fim do mundo; outra grande profecia que destacamos é a referido segundo o calendário do povo Maia que tem seu fim no dia 21 de dezembro de 2012.
O grande marco nisto tudo é que após o acesso a bíblia e suas verdades, pessoas, ainda que incrédulas quanto as sagradas escrituras, tentam decifrar o que Jesus havia predito quanto a este mundo ter um fim. Textos bíblicos como Marcos 13.32 e Mateus 24.36, 42,e 50 e Mateus 25.13 chamam a atenção sobre o fim. A grande verdade sobre as previsões é que todos querem estar atentos sobre quando será o fim para então poderem se arrepender ou se consertar. Jesus nos ensina a estar sempre prontos, não esperando o fim, mas vivendo como se o fim fosse agora mesmo.
*      Sobre o Texto
Este texto contém uma advertência para os cristãos em Tessalônica, não prevendo uma data para o futuro, mas um comportamento para todo dia. O Apóstolo Paulo ao escrever à esta igreja endereça aos crente da localidade que não haveriam de se preocupar com o que estaria para acontecer nos últimos dias; a ressalva feita por Paulo até o versículo 10 deste capítulo 5 é par que eles andem e se portem como filhos da luz, sendo sóbrios, vigilantes, não dispersos ou dormindo que pode ser entendido “vivendo como mortos”. Já bem no primeiro versículo ele diz que não era importante falar de tempos ou estações. A grande verdade é que não importa o tempo do fim, mas como estaremos quando o fim chegar. Portanto vamos observar neste estudo como devemos nos portar dia a dia para que quando vier o fim, e ele virá certamente, possamos nos achar prontos e com nossas lamparinas acessas e adentremos as bodas como noiva e não precisemos cingir os lombos e “correr atrás do prejuízo” após as bodas.

*      Como me preparar para o fim do mundo
      Guarda o teu coração (1Ts 5.3)
 Este v.3 nos fala de sentimentos inevitáveis, dizendo que o dia do Senhor vem como uma mulher que esta como dores de parto, ou seja, do mesmo modo que é certo que a criança irá nascer, é certo também que o Senhor virá. Deus sonda e esquadrinha os corações, não somos salvos por meio das obras, mas da Graça (Ef 2.8). Se caso fossemos salvos por meio das obras, impossível seria para alguém no leito de morte ser salvo em Cristo. Devemos, portanto guardar nossos corações, ou sentimentos, emoções e etc.(Pv 4.23 - Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.)
      Ande em Luz (1Ts 5.4)
O texto é enfático ao dizer que não estamos em trevas. Trevas são compreendidas na bíblia como escuridão, carnalidade, ausência de Deus, estar perdido ou fora do caminho. Quando andamos em trevas estamos fora do centro da vontade de Deus por meio de Cristo. Andar em trevas é como quem não enxerga a Jesus ou os sinais de sua vinda e vive como se de fato Jesus não fosse voltar. Por isso devemos andar na luz para que tenhamos com Ele comunhão. (1João 1:6-7 – Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.)
      Sejamos Sóbrios (1Ts 5.6 a 8)
Este ponto fala de sobriedade e de não dormirmos, contrapondo o embebedar – se e com dormir. O que podemos compreender de fato é que ser sóbrio é estar lúcido, plenamente certo, convicto de todas as coisas sem perder os sentidos, ou não se desesperar, e dormir aqui é morrer, ou seja, não devemos andar como mortos, mas como vivificados em Cristo, não podemos viver obras mortas, que não produzem nada. A ideia de morte ou dormir é procedente da “dormência” onde não há produção e nada é gerado, onde não há favor. (João 11.9 – Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo;)
      Viva como que é salvo (1Ts 5.9)
A salvação é o meio pelo qual Deus nos adquiriu para Ele mesmo, precisamos viver como quem pertence a Jesus porque fomos por Ele adquiridos, pertencemos a Ele. Esta salvação nos transforma dia após dia para sermos aperfeiçoados, a salvação deve ser gerada em nós como meio de vida. Quem é salvo não anda como perdido, porque foi para isso que foi salvo. Deus nunca pretendeu que ninguém fosse para a perdição. Mas ao que foram achados para a Salvação são aperfeiçoados a imagem d’Ele. (1Co 3.18 - Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.)

*      Conclusão (1Ts 5.10)
Devemos entender que não importa dia ou hora que Jesus virá, ou que estação do ano ocorrerá a sua vinda. Deus não está limitado a dias e anos com nós; o que de fato precisamos entender é que independente do estado precisamos nos apresentar diante dele como vivos, não apenas com aparência de vivos como a igreja de Sardes em Apocalipse (Ap 3.1). Precisamos andar como que foi por Ele vivificado e achamos nele a vida eterna (1João 5.11 a 13 –E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna;e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.)

Pastor Rodrigo de Almeida
Maria da Fé, Mg
(Igreja Batista Ministério Ágape em Maria da Fé)




terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Coração missionário


Coração missionário


Texto Bíblico: Jonas 1: 2-3 e 4: 2

 
A história de Jonas eu creio que os irmãos já conhecem, porém o que queremos ressaltar é o principal ensinamento neste livro. E para chegarmos a esse entendimento precisamos saber que Jonas não queria pregar em Nínive por causa de alguns fatores.

 

Ø  O povo de Nínive era extremamente violento, praticavam a carnificina e o canibalismo contra os seus inimigos.

 

Ø  Nínive era capital da Assíria que era um dos principais adversários de Israel.

 

Ø  Jonas achava que o povo não merecia e não iria se render ao Senhor

 

Há momentos em nossas vidas que agimos igual a Jonas, deixamos de pregar a certas pessoas como nossos parentes, amigos de trabalho e até mesmo pai, mãe, marido e esposa por motivos específicos, os quais na maioria das vezes mexem conosco. Isso se torna uma brecha para que nós percamos o prazer de anunciar o amor de Deus, focamos apenas com os nossos “ministérios” e trabalhos da igreja. Com a desculpa de que não pregamos porque estamos muito ocupados com a “obra do Senhor” e que estamos deixando de fazer é o que?

Devemos pregar a palavra como diz em 2 Timóteo 4: 2 que diz: Pregue a palavra , esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina.

            Se deixarmos isso acontecer além de estarmos fora da vontade de Deus, perderemos a visão que todo o cristão deve possuir: Ter um coração missionário.

  

Seminarista Marcus Vinícius da Silva Martins

 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

dia 02/12/12


Sacrifícios de Celebração

E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça;

Porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus.

Lucas 22:15-16

 

*      Introdução

Dentro do calendário anual podemos destacar ao menos duas grandes festas que tem direta ligação com o povo judeu e uma referência mundial que são a Páscoa e o Natal. A Páscoa dede os primórdios da igreja primitiva é celebrada como memorial para o cristianismo, visto Jesus haver morrido e ressuscitado na Páscoa e o Natal ser tradicionalmente a data do nascimento de Jesus. Mesmo sabendo que Jesus não nasceu aos 25 de dezembro, no calendário nosso, que é cristão, estas festas estão firmadas, mas de fato são festas originalmente Judaicas. A Páscoa é a festa dos pães asmos, ou sem fermentação celebrada pelos judeus para comemorar a saída do povo do Egito e o nascimento de Jesus deveria ser comemorado pelos judeus visto ser Jesus o messias tão esperado. Fato é que Jesus é o centro do judaísmo e também o centro da nossa vida cotidiana, mesmo que não nos damos conta disso.

 

*      Sobre o texto

Neste texto de Lucas observamos algo muito importante da parte de Jesus, com relação aos seus discípulos e a nós também. Especificamente aqui, ele relata que aquela Páscoa Ele não celebraria novamente e nem tomaria do produto da vide até que o fizesse nas bodas com o pai (Mateus 26.29). Os acontecimentos com relação Santa Ceia giram em torno desta ordem: 1) os discípulos preparam a páscoa no cenáculo; 2) eles comem a páscoa e Jesus anuncia que um haveria de trair; 3) Jesus lava os pés dos discípulos 4) Eles comem o pão e bebem do cálice; 5) Jesus revela o traidor; 6) Jesus dá várias instruções; 7) Jesus ora por eles e por nós; 8) Eles cantam um hino e se vão ao Getsêmani. Porque Jesus desejava tanto comer esta páscoa com os discípulos, e só depois comeu do pão e bebeu do cálice? A santa Ceia do Senhor Jesus era o símbolo da nova aliança, mas para que uma nova aliança se estabelecesse, a primeira aliança precisava ser encerada. A aliança de Deus com Israel se dá exatamente pela páscoa, onde o povo se liberta do jugo do Egito e do pecado, onde o povo deixa de ser escravo para ir para a promessa de Deus feita aos pais Abraão, Isaque e Jacó. Jesus apresenta para os discípulos eu eles estão livres do pecado e d o Egito que os escravizava, Jesus confirma isso aos doze e vai reafirmar no seu sacrifício, contudo, quando ele celebra a ceia do Senhor com eles comendo do pão e bebendo do cálice, Ele mostra que agora a libertação era feita mediante uma nova aliança, que não apenas os garantia a uma terra prometida, mas a uma salvação eterna. Jesus só tornaria a celebrar esta ceia e beber novamente do fruto da vida nas bodas do cordeiro, onde não apenas findaremos nossa salvação e alcançaremos consolação, mas como noiva do cordeiro, acharemos eternidade ao seu lado.

 

Nós celebramos o memorial da ceia do Senhor Assim como Israel celebrava a Páscoa e vamos observar o que há de comum nestes memoriais.

 

      Em ambos á libertação – Na páscoa Judaica o povo de Israel celebrava a libertação da escravidão do Egito. Na ceia do Senhor celebramos a libertação dos nossos pecados.

      O cordeiro é sacrificado - Na Páscoa judaica o cordeiro foi sacrificado pelas famílias de Israel. Na ceia do Senhor Jesus é o cordeiro que tira o pecado do mundo e morre para nos tornar família de Deus.

      A celebração é apressada – Na páscoa Judaica os pães são asmos ou sem fermento porque eles deviam correr para a libertação apressadamente e não daria para esperar a massa levedar e crescer.  Na ceia do Senhor Jesus foi retirado apressadamente da cruz para que não ficasse até o sábado no madeiro. Jesus ressuscita no domingo e a obra de Deus foi feita rapidamente. Portanto tendo ido ao inferno despojou satanás.

      O corpo do cordeiro é despedaçado – Na Páscoa Judaica o cordeiro foi cozido inteiro e despedaçado por cada membro da família. Na Ceia do Senhor o corpo de Jesus representado pelo pão é partido por nós, mostrando que nossa dor Ele Levou sobre si.

      O sangue do cordeiro é vertido e se torna sinal – Na Páscoa judaica  o sangue do cordeiro comido pelas famílias foi posto nos quatro cantos dos umbrais ou vergas das portas para sinal de modo que o anjo da morte passasse por cima deles e não os atingisse. Na ceia do Senhor o sangue de Jesus derramado por nós e posto nos quatro cantos do madeiro é o sinal para que a morte não possa mais nos tocar e passa longe de nós.

 

*      Conclusão

Jesus disse que “aquele que crê em mim, ainda que esteja morto viverá. (João 11.25)” nós podemos viver porque assim como Ele libertou Israel do cativeiro do Egito, Ele também nos liberta do cativeiro do pecado e nos aguarda para celebrar novamente com o cordeiro a grande ceia do Senhor, nas bodas onde nós, a sua noiva, poderá celebrar a vitória conquistada no sacrifício de Jesus.    

 

Pr. Rodrigo de Almeida

Palavra ministrada na Primeira Rede de Mulheres


Posso todas as coisas

Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.

Filipenses 4.11-13

 

*      Introdução

Durante muito tempo se entendeu que a mulher era o sexo frágil, o mais desprotegido, sensível e incapaz de suportar determinadas situações da vida. Porém, de um tempo Ra cá podemos ver as mulheres dirigindo nações, tomando posições de destaque e mostrando que não existe essa de sexo frágil. Nota: até a década de 80 apenas Margareth Thatcher tinha proeminência no cenário mundial, hoje as maiores economias mundiais são conduzidas por mulheres, a brasileira (Dilma Russef) e Alemã (Angela Merkel). Hoje estamos diante de mulheres aqui que suportam muito mais que muitos suportariam.

 

*      Texto

Podemos observar aqui neste texto alguns aspectos de pessoas, especialmente mulheres, que são fortes e vitoriosas.

 

1.       Aprendi (v.11) – Pessoas fortes e vitoriosas sempre aprendem com as situações que vivem. Nunca se deixam vencer pela falta do conhecimento, mas estão sempre prontas para crescer com as situações da vida.

2.       Sei (v.12a) – Pessoas fortes precisam ter convicção nas suas ações e precisam ter um “pulso firme” para não se abalar e se manter constante. Não podemos enfrentar o dia a dia com dúvidas e insegurança.

3.       Contente (v.12b) – Olhamos para algumas situações e não achamos contentamento, aquilo que nos satisfaz, porque contente é ter contentamento, não apenas alegria, mas satisfação. Isso nos mostra que sempre olhamos o lado ruim da coisa, precisamos achar o que nos alegre.

4.       Posso (v.13) – este ponto nos motivar a prosseguir, nunca desistir, seguir em frente, ir à diante, não parar, não olhar para trás. Como se diz no mundo “quem pode, pode”. É olhar para o que vier diante de nós e saber que podemos enfrentar e podemos prosseguir.

 

*      Conclusão

Não devemos nos afligir, devemos nos apegar neste posicionamento do apóstolo Paulo para temos certeza que poderemos vencer. Observe 1 Coríntios 10.13 e siga em frente.

Obs. Encerrar com apelo: O que nos fortalece se não Deus? Precisamos nos abrir para Ele e deixar que Ele faça parte de nossas vidas. (dinâmica dos efervescentes e os copos de água).
 
Pr. Rodrigo de Almeida

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

21/10/12 - noite


Essência.
Então Maria, tomando um arrátel de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. 
João 12.3
E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com unguento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 
Marcos 14.3
*      Introdução
Havia uma canção antiga de um grupo famoso chamado ‘Legião Urbana’, na qual o autor da canção, Renato Russo, dizia não compreender algo sobre Deus. Segue o trecho da canção: “Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três...” Renato não compreendia algo simples e profundo que é a triunidade divina. O Deus Pai é Espírito que tendo apenas um único gene, deu – o a seu filho Jesus, ora o ser humano possui 48 genes e quando da concepção homem e mulher cedem metade dos seus genes, ou seja, 24 genes para que se formem a característica da criança semelhante a dos pais. Sendo assim, Deus, tendo apenas um gene, cedeu completamente a Jesus, fazendo de Jesus exatamente o que o Pai era: Deus. O homem fora feito de matéria, barro, como relata Gênesis 2.7 e a mulher da costela do homem, como em Gênesis 2.21. Contudo primeiramente nos diz as escrituras que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus (Gn 1.26 – 27), porém Deus é Espírito (Jo 4.24) então onde somos sua imagem e onde temos sua semelhança? Na essência. Em essência somos espirituais, feitos da mesma porção espiritual, de modo que como Deus “precisa” ser adorado, nós precisamos adorar, isso nos completa, preenche o nosso ser. É a nossa existência preencher este passo da criação. Nossa essência é adorar, assim como a essência de Deus é ser adorado.
*      Textos
Nos textos citados falamos sobre Maria, irmã de lázaro e irmã de Marta, que esteve aos pés de Jesus quando de sua visita à casa de sua família enquanto sua irmã preparava a mesa. Também a mesma Maria que prostrou – se aos pés de Jesus antes que ressuscitasse seu irmão lázaro e adorou a Jesus. Há certas diferenças entre estes textos mesmo sendo eles a cerca do mesmo episódio. João diz que restavam seis dias para a páscoa, que estavam a casa de Lázaro e que Judas Iscariotes queixou do desperdício, João frisa a unção nos pés de Jesus. Marcos relata faltar dois dias para a páscoa, a casa era de Simão leproso e que alguns queixaram do desperdício não citando Judas, Marcos Frisa a unção na cabeça. A muitas questões neste texto inclusive a da formação textual diferenciada de João e Marcos que não vem ao caso para nós. O fato é que os textos se referem ao mesmo episódio. O importante aqui é que a quantidade de nardo era suficiente para ungir a Jesus da cabeça aos pés, e de fato o foi por ele mesmo dizer que ela o fez para prepará-lo para a sepultura (Jo.12.7 / Mc 14.8). O nardo era um perfume precioso usado apenas em ocasiões especiais devido ao seu alto valor. Judas sugere que fosse vendido por 300 denários, sendo o denário o salário de um dia de trabalho, era quase o salário de um ano inteiro. O vaso de alabastro também era de igual valor. Hoje o alabastro é feito de gesso, e como é bem suave pode ser frisado com o toque de uma unha. Nos dias de Jesus era produzido o vaso de alabastro da calcária, uma espécie de gesso mais rígida, para que não se corresse o risco de quebrar com um perfume tão preciso e caro dentro. Maria quebra esse alabastro rígido com suas mãos e unge a Jesus derramando o nardo por completo, sem que se pudesse aproveitar o que no fundo permanecesse já que o vaso fora quebrado.
*      Aplicação pessoal
Na minha essência de adorador, sou atraído por Deus a fazer três coisas feitas por Maria nestes textos:
1.       Sou movido a Quebrar – me – Maria ao deparar – se com Jesus em sua casa, foi movida a quebrar o que ela possuía. A essência de adorador que há em nós deve nos levar a quebrar nossas embalagens mais duras, sentimentos, mágoas, dores, traumas e etc. (Jr 18.4 – o Vaso quebrou a si próprio na mão do oleiro para se refeito).
2.       Sou movido a me derramar – Maria derramou nardo puro, o que havia de mais precioso para ela, talvez todo o seu sustento e de sua família. Precisamos derramar perante ele libações da nossa própria alma. Devemos derramar perante ele tudo o que temos e o que somos nos colocar nus diante dele para poder alcançar a totalidade da sua presença. (Sl 42.4 – O derramar da alma só acontece quando estamos indo na direção d’Ele).
3.       Sou movido a me prostrar – Maria não simplesmente enxuga com os cabelos aos pés de Jesus, ela se prostra rosto em terra para que possa enxugar – lhe os pés. Quando estamos atraídos a adorar pela nossa essência nos movemos e nos prostramos diante d’Ele e reconhecemos a sua grandeza. (Jo 3.30 – esse sentimento é o que nos aproxima profundamente de Jesus).

*      Conclusão
A nossa essência é ser adorador, e por isso Deus está à procura dos tais (João 4.23b), porque em essência fomos feitos a sua imagem e semelhança e por isso, estamos intimamente impulsionados a adoração que lhe é devida. Portanto seja um adorador extravagante e gasto o melhor que há em você para adorar ao único que é digno de receber honra, glória, domínio poder e o louvor pelos séculos dos séculos. Amém!

Pr. Rodrigo de Almeida
       

21/10/12 - manhã


Seguindo padrões.
Porque ele é como árvore plantada junto às águas, que estende suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e, no ano da sequidão, não se perturba, nem deixa de dar fruto.
Jeremias 17.8
*      Introdução
Este texto nos fala, no seu contexto, do homem que confia no Senhor. A apresentação deste texto para nós é feita num comparativo a uma árvore. Israel era comparado a Figueira ou a videira dependendo da ocasião. No que se diz respeito a nação Israel é Figueira, porque a figueira mantém em si a capacidade de produzir em situações extremas e adversas, apresentando primeiro os seus frutos e só depois as suas folhas, diferentemente das árvores comuns que dão folhas primeiro do que os frutos. No que se refere a missão de Israel para o mundo Israel tem sua história confundida a videira, porque do fruto da vide se produz a alegria e a comunhão. O suco da uva ou o vinho era imprescindível em qualquer comemoração pela alegria que gerava e pela comunhão que produzia. As libações no templo eram oferecidas com vinho para comunhão entre pessoas em ofertas de gratidão e por perdão. Essas árvores são conhecidas por seus doces e belos frutos e são identificadores da obra de Deus para com o povo de Israel.
Em Maria da Fé também encontramos uma árvore que identifica a cidade, sendo símbolo desta, uma árvore rara, em extinção no Brasil, protegida por lei que é a Araucária e esta árvore pode ser símbolo para nossa procedência diante de Deus e pode também ditar para nós padrões de caráter que devemos assumir diante de Deus.
*      Padrões a serem seguidos ilustrados pela araucária:
1.       Ela cresce reta – Precisamos crescer de forma reta no evangelho, andar em caminhos retos, não desviando nem para direita, nem para esquerda.
2.       Ela produz abrigo – A araucária se tornou quase extinta pela extração desmedida para produção de móveis e casas, já que a sua madeira não produz cupins e tem durabilidade superior a outras espécies de madeira. Nós devemos produzir abrigo e conforto para aqueles que precisam encontrar salvação.
3.       Ela produz alimento – Produtora do pinhão, alimento rico em gordura, caloria, natural, próprio para alimentação e fornecedor de sustento. O fruto desta árvore é produzido durante toda a vida dela com o mesmo vigor. Devemos ter com que alimentar os que necessitam através da palavra e nunca esmorecer com o tempo ou com a maturidade espiritual.
4.       Ela é rara – Esta árvore abundante em Maria da Fé é rara no restante do país e por isso é admirada. Se formos homens e mulheres de Deus incomuns, íntegros, seremos admirados também. Não seremos idolatrados, mas alcançaremos a condição de sermos vistos como verdadeiros.
5.       Ela é protegida por Lei – Esta árvore se for maltratada pro alguém, este alguém corre o risco de ser preso por crime ambiental inafiançável. Nós devemos estar protegidos debaixo das asas do altíssimo de modo que ninguém possa nos tocar,  porque somos “meninas dos seus olhos”.
*      Conclusão
Para que possamos gerar frutos precisamos seguir padrões morais que vão além do tempo de cuidado e provisão, mas precisa apresentar – se fiel especialmente nas situações adversas.

Pr. Rodrigo de Almeida 

sábado, 6 de outubro de 2012

Atraindo o Coração de Deus.


Atraindo o Coração de Deus.
Assim que Salomão acabou de orar, desceu fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios, e a glória do Senhor encheu o templo. Os sacerdotes não conseguiam entrar no templo do Senhor, porque a glória do Senhor o enchia.Quando todos os israelitas viram o fogo descendo e a glória do Senhor sobre o templo, ajoelharam-se no pavimento, chegando o rosto ao chão, adoraram e deram graças ao Senhor, dizendo: "Ele é bom; o seu amor dura para sempre". 
2 Crônicas 7:1-3
*      Introdução
Eu estava pensando e observando um objeto que considero muito curioso que é o imã. Ele é um objeto que gera um campo magnético ao seu redor que provoca atração com metais. Todo imã é considerado dipolo, ou seja, possui sempre dois polos magnéticos um norte e outro sul, sendo que o polo sul sempre atraí o polo norte magnético e ao mesmo tempo o polo sul repulsa o polo sul. O polo norte é o polo magnético, ou seja, é onde se encontra o poder para atração e por isso o polo sul é atraído a ele.
Pude observar a semelhança que temos com este objeto fantástico no tocante a pessoa de Deus. Assim como o imã é uma peça única em si mesmo, ou seja, mesmo que partido ele se torna um imã menor com mesmas propriedades e não dois objetos diferentes, Deus é também uma peça única. Nós fomos gerados a Sua semelhança (Gênesis 1.26 – 27), ou seja, gerado a partir dele, recebemos suas característica e assim como o imã Deus também tem um lado que atraí e um lado que repulsa. O “polo magnético” de Deus sempre está direcionado para nós e sua expectativa é que nosso polo sul seja atraído através da adoração (João 4.23 – 24) já que fomos partidos Dele pelo pecado, contudo muitas vezes, por conta do pecado, tentamos nos equivaler a Deus e apresentamos para Ele nosso polo norte, dizemos que temos nossa própria força e assim somos repulsados pelo polo sul de Deus que não suporta o pecado. Jesus, em sua obra vicária tem o poder de inverter os polos e nos redirecionar de modo a sermos atraídos a Deus novamente.       
*      Sobre o Texto.    
Este é um texto dos mais belos do Antigo Testamento, onde o Rei Salomão encerra uma grande festa de dedicação a Deus após a construção do Templo do Senhor. Salomão neste texto consagra o templo, adora com músicas e ações de graças e participa ao povo da comunhão e a manifestação de Deus ocorre de formas espetaculares como a nuvem (Shekkinah), presença da glória, que enche o templo ou ainda com a oração respondida pelo próprio Deus. Vale ressaltar o nível de comunhão expressa nestes versículos, visto que não carecia da presença de um profeta no meio do povo e para Salomão, Deus falava diretamente com o Rei.
*      Como Atrair o coração de Deus
Existem alguns ensinamentos importantes neste texto que mostram como atrair o coração de Deus e é o que vamos observar agora.
1.       Ofereça sacrifícios pacíficos ou de comunhão (v.5) Salomão oferece 22 mil bois e 120mil cordeiros ou ovelhas. O sacrifício pacífico era um sacrifício de comunhão onde não apenas o sacerdote podia partilhar como também o povo que se encontrasse presente. Na Bíblia a referência ao número mil diz com respeito a algo completo, inteiro, perfeitamente pleno. Salomão oferece 22 mil bois para as famílias sacerdotais, 1000 bois para cada família e 120 mil cordeiros, dez mil para cada tribo de Israel, portanto 10 vezes a plenitude ou a perfeição para a comunhão. O que Salomão dizia com este sacrifício era: Só podemos atrair o coração de Deus se a minha adoração tiver comunhão com a sua.   
2.       Manter uma postura firme (v.6) Após partilharem da adoração através da comunhão do sacrifício, eles assumiram uma postura na ação de graças. O louvor era manifestação das ações de graças do povo. Ao colocar - se de pé eles diziam: Estamos prontos a te receber.  
3.       Alegrar – se continuamente (V.10) Quando o povo foi para casa, muitos deixando Jerusalém e indo a partes distantes da terra de Israel, foram jubilosos, adorando, cheios de graça, felizes. Isso demonstra que: não importa onde você esteja, nem o que estiver vivendo o seu coração se alegra no Senhor. 

*      Conclusão
Jesus muda nossas circunstâncias assim como neste teto trazendo até nós comunhão com o Pai, nos colocando de pé e enchendo a nossa vida com alegria. Agora o que ouvimos é Deus nos Responder dizendo que se tão somente chamarmos a Ele e nos arrependermos dos maus caminhos Ele sara a nossa terra (1Crônicas 7.14)

Pr. Rodrigo de Almeida
Shalom!