segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um Convite Especial

2Crônicas 30.1 – 5
Ezequias enviou uma mensagem a todo o Israel e Judá e também escreveu cartas a Efraim e a Manassés, convidando-os para virem ao templo do Senhor em Jerusalém e celebrarem a Páscoa do Senhor, o Deus de Israel. O rei, seus oficiais e toda a comunidade de Jerusalém decidiram celebrar a Páscoa no segundo mês. Não tinha sido possível celebrá-la na data prescrita, pois não havia número suficiente de sacerdotes consagrados, e o povo não estava reunido em Jerusalém. A idéia pareceu boa tanto ao rei quanto a toda a assembléia. Então decidiram fazer uma proclamação em todo o Israel, desde Berseba até Dã, convocando o povo a Jerusalém para celebrar a Páscoa do Senhor, o Deus de Israel. Pois muitos não a celebravam segundo o que estava escrito.
Introdução
Ezequias foi o décimo terceiro Rei de Judá, o Reino do Sul, um rei que a Bíblia apresenta como quem fez o que o Senhor aprova (2Cr 29.2). Ezequias foi um grande reformador de seu tempo, realizando reformas espirituais retirando os altares idólatras das cidades de Judá e derrubando postes sagrados; destruiu também a serpente de bronze feita por Moisés no deserto (chamada Neustã). Ezequias também fez obras grandes como um açude e um túnel que canalizava água para cidade de Jerusalém e foi fundamental durante o cerco de Senaqueribe. E no texto que estamos apresentando o Rei de Judá durante sua reforma percebe que o povo deixara de celebrar a páscoa como havia sido ordenado pela lei. O fato era que o povo celebrava a páscoa, mas cada um a seu próprio modo e sem se preocupar em estarem puros para celebrarem esse memorial diante do Senhor. Ezequias convida a todas para que viessem a Jerusalém celebrar a Páscoa no segundo mês o que não era a prática, pois a festa dos pães asmos era celebrada no primeiro mês no décimo quinto dia do mês, contudo, o povo não estava consagrado ou purificado e por esta razão a celebração foi feita fora do padrão e todos entenderam que isso era bom. Ezequias convida Efraim (Reino do Norte) e Manassés (maior porção além do Jordão) escrevendo cartas para estes. Por fim o povo ou a assembléia resolveu que todo o Israel, desde Berseba até Dã fosse convidado a celebração da Páscoa.
1º Parte
É importante entender esta expressão desde Berseba até Dã. Berseba é o extremo sul de Judá (Reino do Sul) situada no território de Simeão, cidade conhecida por ter sido firmada ali uma aliança entre Abraão e Abimeleque quanto aos poços cavados pelos servos de Abraão e seu nome significa “poço do juramento” dado por Abraão. Durante a história de Judá, Berseba se corrompeu construindo um altar idólatra de adoração (2Reis 18.4) principalmente a Neustã, serpente de bronze feita por Moisés no deserto e que ainda permanecia até os dias de Ezequias sendo adorada pelo povo que também sacrificavam seus filhos a ela. Ezequias ao começar sua reforma religiosa destrói todos os altares desta cidade e também Neustã. A cidade de Dã está situada no extremo norte de Israel (Reino do norte) e tem com marca a idolatria da cidade desde os tempos dos juízes quando estes levaram o ídolo feito por Mica para que fosse protetor da cidade, ali começa a história de separação dos danitas do Deus Altíssimo. Nos dias de Jeroboão I que foi o primeiro Rei de Israel após a divisão dos reinos, este estabeleceu dois altares de adoração colocando neles um bezerro de ouro, um altar estava em Betel e o outro em Dã, contudo todo o povo afluía até Dã para que ali adorassem ao bezerro de ouro feito por Jeroboão (1Rs 12.29 – 30).
2º Parte
Nos dias em que Ezequias convida todo Israel desde Dã até Berseba para celebrar a Páscoa, ele convoca não somente o território que o pertencia e que ele já havia reformado, mas chama a todo o povo de Israel para celebrar o memorial estabelecido pelo Senhor Deus para o seu povo. A Páscoa assim como a Ceia do Senhor também fazia com que eles olhassem para trás lembrando-se do Senhor que os libertou da escravidão no Egito, os fazia olhar para frente porque a promessa de que o Senhor estaria com eles e seria um povo particular, os fazia olhar para dentro, pois deviam servir e adorar ao Senhor e os faziam olhar ao redor, pois entraram no Egito como uma família e saíram de lá como nação. Ezequias convida o povo de todo o território de Israel mesmo os que não haviam se purificado a comeram da Páscoa (2Crônica 30.18), então todos participaram da celebração da libertação promovida pelo Senhor.
 Podemos aprender com isso que o Senhor nos convida 03 coisas:
(1º) Somos convidados a santidade
A páscoa era um memorial onde o povo de Deus foi separado do povo do Egito e santidade é separação. O convite de Ezequias buscava levar o povo a retornar a particularidade do Senhor. Hoje somos chamados a isso também (1Pedro 2.9).
Obs.: Muitas vezes colocamos dificuldade e problemas que nos afastam e impedem de ir à presença de Deus. O convite é para que todos cheguem até Ele.
(2º) Somos convidados a viver um novo tempo
Na carta de Ezequias ao povo ele convida Israel a voltar para o Senhor, pois Ele se voltaria para eles que haviam restado do cativeiro Assírio (2 Crônicas 30.6) e a viver um tempo de recomeço e reconstrução assim como estava acontecendo em Judá. Hoje somos convidados a viver também um novo tempo sem a lembrança da falta do perdão e das tristezas deste mundo (2 Coríntios 5.17).
Obs.: Viver em Cristo é experimentar uma nova vida em meio a velhas coisas, vencendo onde antes havíamos sido derrotados.
(3º) Somos convidados à liberdade
A celebração da Páscoa celebrava a libertação de Israel do Egito de onde havia sido escravo durante 400 anos os tornando um povo particular de Deus; ao celebrarem com Ezequias a Páscoa dentro dos princípios estabelecidos por Moisés eles anunciavam sua posição de povo de Deus, um povo único não dividido. Hoje, somos convidados a liberdade por Cristo, que se entregou como um cordeiro Pascoal para nos oferecer a liberdade de filhos (Romanos 8.21)
Obs.: A maior glória que um homem pode alcançar é a de se tornar Filho do Deus Altíssimo.
Conclusão
Somos hoje convidados a experimentar em Cristo Jesus, independente do que temos vivido até hoje a santidade, um novo tempo e liberdade.
Isaías 55.3 diz:
“Dêem-me ouvidos e venham a mim; ouçam-me, para que sua alma viva. Farei uma aliança eterna com vocês, minha fidelidade prometida a Davi.”
Mateus 11.28 diz:
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”

Para Célula
Graça, Paz e Misericórdia da parte do nosso Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo.
Meus amados quero sugerir aos irmãos que em suas células apresentem uma reflexão quanto ao perfil de Ezequias tomando por base as seguinte colocações:
A) 2 Reis 18. 5 e 6 – apresentando a importância deste homem ao ter andado com o Senhor;
B) 2 Crônicas 32.25 – apresentando os perigos de afastar – se do Senhor;
C) 2 Crônicas 30.26 – apresentando a benção do arrependimento.
 Espero que todo estudo colabore com sua célula para que vocês possam ganhar muitas almas. Use o exemplo de Ezequias como ganho evangelístico e incentive os membros a fazerem uma oração de arrependimento.
 Um bom quebra – gelo para este estudo é pegar um animal de pelúcias e pedir que cada membro de sua célula faça o que quiser com o bichinho começando pelo líder ou pelo auxiliar; após todos terem feito o que bem entendessem com o bichinho pedir que façam o mesmo com o irmão a sua direita. Como muitas coisas não serão feitas pelos membros da célula com o outro o que foi feito ao bichinho apresentar a importância de estarmos sempre em comunhão e vigilante para que nossa vida seja instrumento de benção para os demais.
Deus Abençoe a todos em Cristo Jesus.

Pr. Rodrigo de Almeida

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A nova reforma Protestante

Esse link vai te levar a uma reportagem da revista época leia e comente.
PAZ!!!! 


http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo2/Materia/exibir.ssp?materiaId=161475&secaoId=15228

Pr. Rodrigo de Almeida

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meditação. Interessante!

            O Lençol Sujo


              Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo.
              Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou, através da janela, em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
           -Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu ensine a lavar roupas!
           O marido observou calado.
           Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher tornou a comentar com o marido:
           -Nossa vizinha continua pendurando os lençóis no varal sujos!
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu ensine-a lavar roupas!
                 E assim, cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. 
                Passado um tempo, a mulher se suepreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos.
                -Veja, ela aprendeu a lavar roupas.Será que outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada!
                  E o marido calmamente respondeu:
                 -Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
  



                               "A TENDÊNCIA DO SER HUMANO EM REALÇAR OS ERROS E DEFEITOS DOS OUTROS O IMPEDE DE ENXERGAR AS SUAS PRÓPRIAS VIDRAÇAS SUJAS."

sábado, 28 de agosto de 2010



Por que ir para tão longe se aqui perto há tanta necessidade?
Jairo de Oliveira


Eis aí uma pergunta que, pelo menos uma vez, todo missionário transcultural já deve ter tido que responder.
Visitando diversas igrejas no Brasil e compartilhando a respeito do nosso ministério de proclamação da Palavra de Deus aos povos africanos, Vânia e eu temos ouvido esta pergunta com certa freqüência.
Por alguma razão, pessoas se sentem desconfortáveis com a idéia de que um indivíduo abrace desafios num contexto distante, enquanto há a manifestação de desafios, em certo sentido, semelhantes em seu ambiente originário.
Normalmente, diante da apresentação desta pergunta, temos procurado responder tendo em mente as seguintes razões:

Porque é bíblico

A atitude de alguém que sai da terra natal para levar o evangelho a outras nações é, antes de tudo, sustentada, inspirada e ordenada pelas Escrituras.
O fato é que a Bíblia é essencialmente um livro missionário e como tal requer que o povo do caminho concentre seus esforços no anúncio da glória de Deus também entre aqueles que estão distantes.
Abraão foi o pioneiro a ter que deixar sua casa para se tornar bênção para as famílias da terra (Gn. 12.1-3), cumprindo assim os projetos missionários divinos. Depois dele, muitos outros personagens bíblicos seguiram seu rastro, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
Sair da própria terra para levar o evangelho aos que estão distantes não se trata de uma proposta humana. Não é modismo, heroísmo ou tentativa de expansão religiosa. O trabalho missionário transcultural é vontade e propósito de Deus! A tarefa missionária da Igreja, antes de qualquer outra coisa, é bíblica.

Porque o Mestre mandou

O missionário vai aos lugares mais distantes do planeta a fim de anunciar o evangelho em obediência a Jesus. Não se trata prioritariamente de responder a desafios maiores ou menores dos encontrados em nossa pátria, mas de se submeter à ordem expressa de Jesus para anúncio do evangelho entre todas as nações.
Essa não é a única base do nosso envolvimento com missões (já que o assunto é bíblico e reafirmado em cada livro das Escrituras), mas é preciso reconhecer que o Mestre não sugeriu ou solicitou, Ele nos mandou fazer discípulos de todas as nações: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt. 28.19-20).
Aquele que nos mandou ir tem toda autoridade no céu e na Terra. Sendo assim, devemos nos submeter à sua autoridade obedecendo à sua convocação a fim de alcançarmos também os que estão distantes.

Por uma questão de exemplo

Quando olhamos para trás encontramos em toda a história bíblica e eclesiástica o exemplo de homens que cumpriram com obediência o chamado missionário divino. De fato, o evangelho chegou até nós porque esses valentes do passado compreenderam que a Igreja é a agência missionária de Deus para o mundo.
É saudável lembrarmos com freqüência que foi por meio do desprendimento e da obediência dos missionários estrangeiros que o evangelho chegou ao nosso país. Eles saíram de suas terras deixando para trás desafios presentes em seu próprio contexto. Antes de desembarcarem no Brasil é possível que também tenham ouvido de seus compatriotas: “Por que ir tão longe se aqui por perto há tanta necessidade?” Não obstante, saíram com coragem e vieram nos trazer o evangelho.
Hoje, tendo sido alcançados com o evangelho, parece que o mínimo que podemos fazer é reproduzir o exemplo, assumindo esse mesmo tipo de iniciativa em relação aos demais povos.

Para impedir o avanço das trevas em outras partes do mundo

Os povos sem o testemunho do evangelho estão perdidos espiritualmente e vivendo na escuridão. Em contrapartida, as falsas religiões continuam avançando e em muitos casos gerando oposição e perseguição ao evangelho.
Há contextos onde a obra da cruz de Cristo ainda não é conhecida e uma das conseqüências é que de maneira explícita Satanás é tido como rei e permanece recebendo adoração que não lhe é devida.
É importante dizer que quando nos omitimos em pregar a Palavra de Deus, estamos fazendo com que gerações inteiras permaneçam na escuridão. Desta forma, não podemos permanecer indiferentes enquanto temos todas as condições para interferir nestes cenários e fazer com que as trevas sejam dissipadas.

Por uma questão de coerência

Recentemente me sentei com o meu pastor em seu gabinete e ao considerarmos a presença da igreja em nosso bairro, identificamos mais de vinte igrejas locais em uma única rua. Esse fato faz parte da realidade de outras ruas da cidade do Rio de Janeiro e também de muitas outras cidades do nosso país. A questão que vem à mente diante deste quadro é: “Se o acesso ao evangelho é tão abundante em nossas cidades, por que não compartilhá-lo com aqueles que ainda não o receberam?”
Se o evangelho é de fato boas-novas e há muitos que sequer tiveram acesso a ele, acredito que não podemos omitir aos outros tudo o que Cristo fez por nós. Se o fizermos seremos os mais insensíveis e os mais incoerentes de todos os homens, mesmo que não houvesse uma ordem tão explícita para pregarmos o evangelho ao mundo.
Será que é justo que alguns recebam do evangelho em abundância enquanto outros não têm sequer uma oportunidade? Foi em resposta a esse cenário que o apóstolo Paulo escreveu: “Deste modo esforçando-me por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio” (Rm. 15.20).

Por uma questão de estratégia

Por mais incrível que pareça, existem povos que nunca ouviram o evangelho e precisam ser focalizados pela Igreja de Jesus Cristo a fim de serem evangelizados. Eles representam nações inteiras intocadas pelo trabalho de evangelização da Igreja e ignorantes da revelação especial de Deus. Eles somam milhões de pessoas que vivem em ignorância espiritual, mergulhados na idolatria e arraigados nas falsas religiões. São vítimas da fome, da pobreza, das doenças, das guerras e da impossibilidade de conhecerem a graça divina, revelada em Cristo Jesus.
Os povos não alcançados são aqueles que não possuem uma comunidade nativa de crentes em Cristo com números ou recursos adequados para evangelizar seu próprio grupo sem a ajuda de missionários transculturais. Eles representam uns 2,3 bilhões de pessoas com muito poucas possibilidades de ouvir e crer no evangelho de Cristo.
Considerando a tarefa inacabada do anúncio do evangelho entre todas as nações, o desafio que mais se destaca para a Igreja em nossa geração é exatamente anunciar o evangelho aos que ainda não ouviram.

Porque é um privilégio

            Aquele que deixar o seu lar para seguir para terras distantes a fim de proclamar o evangelho é um mensageiro da paz e pode estar se tornando um pioneiro no trabalho de levar as boas novas de Cristo aos que ainda não ouviram.
Tenho enorme alegria em dizer que o maior investimento que fiz na minha vida foi dedicar a minha juventude no anúncio do evangelho (já se vão treze anos!). Pois a obra missionária é um grande privilégio para quem pode experimentá-la e investimento garantido para a eternidade, certa é recompensa.
Entendemos por meio da teologia bíblica que esse ministério não foi dado aos anjos, mas aos discípulos de Jesus. Portanto, trata-se de um grande privilégio que o Senhor tem reservado para nós.
“Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas" (Rm. 10.15).

            Por todas estas razões, vale à pena alcançar aqueles que estão longe de nós!

Pr. Missionário da Segunda Igreja Batista na Taquara

domingo, 22 de agosto de 2010

Atraídos ao coração do Pai.






Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o espírito. Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados. E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos. Quando o centurião e os que com ele vigiavam Jesus viram o terremoto e tudo o que havia acontecido, ficaram aterrorizados e exclamaram: "Verdadeiramente este era o Filho de Deus!" (Mateus 27.50 – 54)




O texto nos apresenta um dos momentos mais importantes da história da humanidade, onde Jesus está no ápice da sua obra redentora que é o momento da crucificação. Talvez muitos até não vejam Jesus como alguém especial, mas a história se aplica a essa realidade. Alguns exemplos podem ser considerados como o nosso calendário que é marcado como a.C e d.C, ou seja, antes de Cristo e depois de Cristo, outro exemplo é que duas das três maiores religiões do mundo têm a Jesus como o seu líder o seu Deus sendo o Cristianismo católico e o protestante ou evangélico (a outro seria o islã).
É necessário que compreendamos o que estava acontecendo naquele momento da história, Jesus, o Rei, homem que durante três anos ensinou, curou e instrui os seus e agora, esta pendurado no madeiro. Um grupo seleto de pessoas estava observando o momento e são importantes para o que iremos falar, eram eles o centurião que conduziu a Jesus até o calvário, alguns sacerdotes para atestar que seu suposto inimigo estaria realmente morto, alguns líderes do povo romano presenciavam ali possivelmente enquanto que dos seus amigos, apenas João observava aos pés da cruz, junto a algumas das mulheres que o acompanhou durante este tempo.
O texto diz que houve trevas sobre a terra ao meio – dia e prossegui até as três da tarde (Mateus 27.45 – 46), Jesus foi crucificado ás 9h (Marcos 15.25), essas trevas teriam sido a maneira como a natureza teria mostrado seu desprazer com o que acontecia no calvário. Segundo o teólogo Russel Norman Chaplin autor de “O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo (NTI).” comenta dizendo: “assim sendo, vemos que o falecimento do Senhor Jesus foi acompanhado por uma extraordinária ocorrência neste mundo físico. Era como se a natureza física protestasse contra os desígnios dos homens. Assim também, quando Cristo nasceu uma grande luz brilhou ao redor dos pastores, e a noite tornou-se como o dia. Quando Cristo morreu, o Sol foi encoberto e o dia transformou-se em noite…” Segundo o NTI essas trevas vão além de um protesto do mundo natural, as escrituras falam de trevas como símbolo do mal, separação de Deus, que é Luz, e em quem não há treva nenhuma (Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma. 1 João 1.5). Seguindo no contexto de que as trevas são símbolos do mal podemos compreender o que naquele momento ocorria quando diz o texto houve trevas sobre a terra, naquele momento, Jesus expunha publicamente e triunfava sobre principados (poderes) e potestades (autoridades) na cruz (e, tendo despojado os poderes / principados e as autoridades / potestades, fez deles um espetáculo público, triunfando sobre eles na cruz. Colossenses 2.15).
O que muitos não compreendiam do momento é a tamanha importância do que estava acontecendo. Alguns criam ter matado Jesus, ou ter assassinado, quando na verdade, voluntariamente ele havia dado sua vida (Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai. João 10.18). Jesus estava plenamente ciente do que estava acontecendo, portanto quando Jesus diz que estava consumado, ele voluntariamente entrega sua vida ao Pai. Segundo João Jesus diz está consumado, para Mateus foi um grande brado e para Lucas o relato é Pai, em tuas mãos entrego meu espírito, a expressão citada por Lucas Aba ou Paizinho, mostrava que ainda naquele momento havia comunhão entre Jesus e o Pai que o enviara a realizar aquela grande obra.
O interessante é o que as escritura no Antigo testamento referem sobre o momento Isaías 53.10 diz: Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo e fazê-lo sofrer, e, embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta pela culpa, ele verá sua prole e prolongará seus dias, e a vontade do Senhor prosperará em sua mão. A afirmativa que está diante de nós mostra o desígnio da vontade de Deus para aquele momento que era através da oferta voluntária de Jesus por minha vida, carregando o meu pecado e nos atraísse de volta para Ele mesmo. Disse Jesus: Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim. João 12.32 e em Jeremias 31.33 o Pai assim diz: Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.
Quando entramos nesse momento da história, não estamos nos deparando com um final trágico de uma carreira infundada, de um homem que não alcançou o seu objetivo, que não concluiu sua tarefa, pelo contrário, estamos diante de um grande evento de fatos que manifestam a vontade perfeita de Deus para a humanidade através de Jesus, que era nos atrair de volta para Ele sem culpa. O que vemos nesse ponto é um grande constrangimento ocorrendo no coração dos homens naquele tempo, como era de costume faziam uma placa e nela colocavam o crime cometido prendendo esta na cruz. Na cruz de Jesus, como uma forma de escárnio colocaram escrito INRI que significa Jesus Nazareno Rei dos Judeus, contudo, começamos a ver o constrangimento surgindo. Constrangimento vem de constranger que no dicionário Aurélio é: apertar; forçar; impedir os movimentos; coagir; violentar; oprimir; embaraçar; envergonhar. Diante de todo evento ocorrido na crucificação, que era acompanhada por algumas pessoas especiais como alguns dos sacerdotes que desejavam confirmar a morte de Jesus, líderes do povo que zombavam e guardas romanos; dos seus, apenas João e algumas das mulheres que o acompanhava dia a dia, o centurião, possível responsável por conduzir Jesus até o calvário se constrange dizendo: “Verdadeiramente este era o filho de Deus.”
O messias esperado por uma nação; O Filho do Homem inculpável; O desejado das nações; morto e sobre sua cabeça a confissão feita por todos nós por que Ele mesmo morreu no lugar: Jesus Nazareno Rei dos Judeus.
Romanos 5.8 diz: Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.

Conclusão
Podemos entender que o constrangimento ocorrido naquele dia por aqueles homens ao entender que não somente haviam matado um bom homem ou um homem justo, mas haviam crucificado o verdadeiro filho de Deus, faz – nos pensar o quanto o fazemos ainda hoje quando o negamos, não reconhecendo aquilo que sua cruz revelava: Ele é o Rei.

Apelo

(1 João 1.9) Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

Para Célula

Enfatize com seus discípulos sobre a importância do versículo 55 e 56 de Mateus 27 onde traz a lista de pessoas que permaneceram com Jesus dentre aqueles que caminharam com Ele e enfatize por onde estavam os demais discípulos de Jesus naquele momento tão importante para Ele. Enfatize também a importância de estamos com Jesus no momento mais difícil para nós e a necessidade de encorajarmos nossos discípulos e os novos na fé a fazerem o mesmo. Utilizem Mateus 28.20 para sua célula.


Deus vos conceda Graça, Paz e misericórdia.
Profetizo em nome de Jesus a todos que sobre ti há uma unção de conquista, consolidação e multiplicação para investimento no Reino de Deus preparado para os lavados e remidos desde a fundação do mundo.

Shalom

Pr. Rodrigo de Almeida  

PROSPERIDADE: VERDADE OU UTOPIA?

INTRODUÇÃO:

Muitas pessoas pensam que dinheiro não é algo espiritual. Todavia, a Bíblia fala muito a respeito de dinheiro. Existe uma estatística muito interessante que comprova esse fato. No Novo Testamento existem 215 versículos que falam a respeito de fé, 218 versículos que falam de salvação e 2084 versículos a respeito de finanças e dinheiro.

Em outras palavras, o Novo Testamento fala dez vezes mais de dinheiro do que de salvação. As pessoas concordam que a salvação é um tópico muito importante, mas, das 28 parábolas de Jesus 16 falam sobre dinheiro, sinal que Deus estava interessado neste assunto.


1- A PROSPERIDADE NÃO ESTÁ LIGADA  A TERMOS MUITO DINHEIRO.

Existe um mito que diz: “o dinheiro é chave da felicidade”. Obviamente que isso não é verdade. Se dinheiro garantisse felicidade, os que mais o possuem seriam os mais felizes. Entretanto, todos os dias vemos e ouvimos reportagens que anulam essa idéia. Jesus disse que “a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lucas 12.15). O que vai nos tornar prósperos é a mão de Deus sobre nosso dinheiro.

“A herança que se obtém com ganância no princípio, no final não será abençoada” (Provérbios 20.21)

Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. (Ageu 1:6).

Os textos acima mostram que aqueles que buscam a prosperidade através do muito trabalhar até conseguirão muito dinheiro, mas no final ele não será abençoado, quando percebermos ele terá terminado sem ao menos notarmos.
O multiplicar vêm do Senhor.


2- A PROSPERIDADE ESTÁ LIGADA A SUA VIDA ESPIRITUAL.

É louvável ter metas financeiras, contanto que também se tenha metas de desenvolvimento espiritual. Precisamos de equilíbrio. O objetivo da vida vai além da aquisição de coisas.
“Oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma”
(III João 2).

Será que Jesus veio a esta Terra a procura de dinheiro? É claro que a resposta é não. Jesus não está interessado em dinheiro. Ele está interessado em nossos corações.
Se ele está interessado em nossos corações, então porque ele falou tanto de dinheiro? Simplesmente porque as pessoas possuem muitos tesouros e riquezas. E Jesus disse que onde estiver o nosso tesouro, ali também estará o nosso coração.
O coração sempre vai atrás do tesouro. Se existe algo que valorizamos e que é importante para nós, não importa o que seja o nosso coração vai atrás dele.
Que o seu coração esteja no SENHOR!


RIQUEZA SEM SALVAÇÃO É A MAIS CONSUMADA MISÉRIA.

A prosperidade não é uma questão meramente financeira, mas, sobretudo, espiritual.
O bolso revela o coração. Durante o reinado de Ezequias, houve um grande
despertamento espiritual, e o resultado foi a dedicação de dízimos e ofertas ao Senhor (2 Cr 31.5,12). Sempre que o povo de Deus se volta para o Senhor com o coração quebrantado, os dízimos são devolvidos.

Guarde esta exortação bíblica: “É melhor obter sabedoria do que ouro! É melhor obter entendimento do que prata!” (Provérbios 16.16).

3- A PROSPERIDADE SE TORNA UMA VERDADE QUANDO PRATICO PRINCÍPIOS.

E qual princípio bíblico está ligado à prosperidade? Dízimos, Ofertas e Primícias.

O dízimo é um princípio estabelecido pelo próprio Deus. A palavra dízimo (heb= maaser e gr= dexatem) significa 10% de algo ou de algum valor.
O dízimo não e dar dinheiro à igreja, é ato de adoração ao Senhor. O dízimo não é opcional, é princípio; não é sobra, e sim primícia; não é um peso, é uma benção.

O dízimo é ensinado em toda bíblia:

·         Antes da Lei – Gen 14:20
·         Na Lei – Lv 27:30
·         Nos Livros Históricos – Ne 12:44
·         Poéticos – Pv 3:9-10
·         Proféticos – Ml 3:8-12
·         N.T – Mt 23:23

Como vimos acima o princípio está espalhado por toda bíblia, portanto apropriar-se do dízimo é desonestidade, é roubo (Mal 3.8), é apropriar-se do que não nos pertence. Enganam-se aqueles que sonegam o dízimo, porque julgam que Deus não bate a sua porta para cobrar, nem manda para o SPC do céu.
A bíblia diz: “aquilo que o homem semear, isto também ceifará”. A retenção do dízimo provoca a maldição divina e a ação devastadora do devorador em sua vida.
Quando dizemos que o motivo pelo qual não damos o dízimo é que se dermos vai nos faltar o básico, estamos permitindo que satanás encha o nosso coração de incredulidade. Saiba sempre que Dele vem a nossa provisão. Cabe-nos obedecer e deixar as conseqüências em suas mãos. Ele é FIEL!!!!

Pense nisso: Tentar roubar a Deus é roubar a si mesmo, pois tudo que temos lhe pertence: nossa vida, família e bens.

Deus nos propõe dois caminhos viver a prosperidade verdadeira, ou deixar que ela se torne somente uma utopia. Qual você irá escolher?

Que Deus abençoe abundantemente sua vida, e de seus familiares.

Bacharel Daniel Almada

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Desfrutando da unção


2 Reis 2.12-13
Quando viu isso, Eliseu gritou: "Meu pai! Meu pai! Tu eras como os carros de guerra e os cavaleiros de Israel!" E quando já não podia mais vê-lo, Eliseu pegou as próprias vestes e as rasgou ao meio. Depois pegou o manto de Elias, que tinha caído, e voltou para a margem do Jordão.
Introdução
Falamos que Eliseu desfrutou da unção que estava sobre Elias porque sobre Eliseu havia Governo, ministério e serviço. Precisamos entender primeiramente o que é unção.
No sentido literal é o ato de aplicar óleo sobre alguém ou alguma coisa, untar com óleo; como se faziam com coisas consagradas e com sacerdotes, reis e profetas.
No sentido espiritual a capacitação dada por Deus a alguma pessoa, apta para cumprir uma missão específica, especial, dentro do propósito divino de Deus.
Quando estamos debaixo de uma unção marcada por uma cobertura espiritual (manto) existem situações que tentam impedir que esta unção prospere.


(1º) Somos questionados sobre o governo que está sobre nós (Governo de Deus e da unção que honramos)
(2 Reis 2.16-18) "Olha, nós, teus servos, temos cinqüenta homens fortes. Deixa-os sair à procura do teu mestre. Talvez o Espírito do Senhor o tenha levado e deixado em algum monte ou em algum vale". Respondeu Eliseu: "Não mandem ninguém". Mas eles insistiram até que, constrangido, consentiu: "Podem mandar os homens". E mandaram cinqüenta homens, que procuraram Elias por três dias, mas não o encontraram. Quando voltaram a Eliseu, que tinha ficado em Jericó, ele lhes falou: "Não lhes disse que não fossem?"
Resumo: após reconhecerem que o Espírito que estava em Elias repousou sobre Eliseu, acabaram rejeitando o governo profético sobre Eliseu. Ir atrás de Elias era o mesmo que rejeitar a nova proposta profética sobre Eliseu.
“Questiona – se o governo de Deus que estava sobre Eliseu e a unção de Elias que Eliseu honrava.”


(2º) Somos questionados sobre nosso ministério (Ministério recebido pelo governo manifesto pela unção)
(2 Reis 3.10-12) Exclamou, então, o rei de Israel: "E agora? Será que o Senhor ajuntou a nós, os três reis, para nos entregar nas mãos de Moabe?" Mas Josafá perguntou: "Será que não há aqui profeta do Senhor, para que possamos consultar o Senhor por meio dele?" Um conselheiro do rei de Israel respondeu: "Eliseu, filho de Safate, está aqui. Ele era auxiliar de Elias". Josafá prosseguiu: "A palavra do Senhor está com ele". Então o rei de Israel, Josafá e o rei de Edom foram falar com ele.
Resumo: O Rei de Israel juntamente com os Reis de Edom e Judá vão à guerra contra Moabe sem uma direção de Deus até que Josafá solicita a presença de um profeta para que pudessem consultar.
“Questiona – se o ministério de Eliseu e até onde ele honrava a unção recebida para exercita – lo.”

(3º) Questiona – se o serviço de Eliseu ( Serviço recebido pelo ministério para qual fora ungido)
(2 Reis 6.31) E ele disse: "Deus me castigue com todo o rigor, se a cabeça de Eliseu, filho de Safate, continuar hoje sobre seus ombros!"
Resumo: Havia fome em Israel profetizada por Eliseu e após um relato dramático de uma mulher o Rei de Israel fica indignado e resolve matar a Eliseu cortando – lhe a cabeça. A aplicação espiritual deste texto é interessante, pois é a cabeça que rege o corpo, ou seja, o corpo está a serviço da cabeça. Cortar a cabeça de Eliseu espiritualmente falando era impedi – lo de servir a Deus. Vemos isso sendo Cristo o cabeça e a igreja seu corpo nosso adversário tenta impedir- nos de servir a Jesus.
“A unção de Eliseu mostra de quem ele era servo.”

Conclusão
Tendo Eliseu confirmado o Governo, o Ministério e o Serviço que a unção sobre ele representava podemos entender que estamos no mesmo patamar por conta da sua atitude demonstrada no início do texto que lemos. Ao ver que Elias havia sido tomado ele rasga suas vestes e se veste com o manto de Elias. Rasgar as veste normalmente esta relacionada a arrependimento, na verdade, rasgar as veste no literal significar renunciar, ou seja, Eliseu rejeitou sua antiga unção para viver uma nova unção, ou um novo manto. (ex: Caifás)
Antes, sendo Israel a nação sacerdotal, se vivia debaixo da unção sacerdotal de Arão. A história relata que a unção de Arão fora de 7 dias representando uma unção permanente sobre suas gerações até o descanso ou o cumprimento desta aliança (7 = descaso = sabbath). Tendo o véu se rasgado no templo, encerra a aliança sacerdotal de Arão nos fazendo Reino e sacerdotes de uma aliança ainda maior em Cristo. Deixando a antiga unção e vivendo uma nova unção em Cristo Jesus.

Pr. Rodrigo de Almeida