segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O fim ou um novo começo?

E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.
Mateus 24.12 – 14


*      Introdução

Muito se fala hoje de fim. Muitas coisas também estão se relacionando com o fim. Expressões como “game over” estão em alta. O que você pensa quando se fala em fim? Segundo o dicionário Aurélio de língua portuguesa “fim” significa: O que termina; extremidade no tempo e no espaço: o fim do ano; o fim de um livro.

Jesus está nos dando 3 apresentações de tempo neste texto de quando não será o fim (v.6) o princípio de dores (v.8) e de quando virá o fim (v.14)

Quando ainda não é o fim: O templo seria derrubado, haveria falsos cristos tentando enganar os escolhidos, guerras e rumores de guerras.

 Princípio de dores: nação contra nação, pestes, fome, terremotos, então os discípulos seriam perseguidos mortos, haverá muitos escândalos serão odiados, haverá muitas traições falsos profetas e diminuição do amor culminando com o aumento da iniqüidade.

Quando o fim vem: o evangelho será pregado até os confins da terra

Jesus está nos apresentando aqui uma perspectiva quanto ao fim que é inevitável, contudo a ênfase de Jesus para seus discípulos não é sobre o que está para acontecer o como acontecerá para o fim, à ênfase é a respeito dos que persevera estes vão levar o evangelho anunciando por meio de sua perseverança. (2 Coríntios 5.17) Para este não só está sendo anunciada a salvação, mas estamos vislumbrando um novo começo. Para os que perseveram, não há fim, pois eles vivem um novo começo.

O que estamos pensando é sobre o que fica para os que não alcançam salvação, para estes o fim vem, e o que está preparado para os que desfrutam da perseverança que leva a salvação, vive um novo começo todos os dias.

 

*      Um novo começo aponta para o fim de 03 coisas em nossas vidas

Ø  (Apocalipse 21.4) Fim da tristeza (Ele enxugará de seus olhos...). O mal do século atual é a tristeza, distúrbios de comportamento e bipolaridade estão em alta como a depressão que atinge 35% da população adulta em determinados lugares e é crescente o número de crianças deprimidas e triste.

Ø  (1 João 4.18) Fim do medo (o perfeito amor...). O texto apresenta que a iniqüidade aumentaria por esfriar o amor e entendemos que Deus é amor. O verdadeiro amor não só lança fora o medo como nos aperfeiçoa, ou seja, o verdadeiro amor nos faz permanecer com aquele que é Perfeito.

Ø  (Apocalipse 22.3a) Fim das maldições (ali nunca mais haverá maldições). O que temos vivido neste tempo é um tempo de maldições sendo propagadas pelas pessoas de modo muito comum. “palavras de maldições lançadas para crianças”; “quadro do Zorra total a pobreza bate em sua porta”; etc... 

*      Conclusão

O grande segredo para os que perseveram é que não precisam esperar o fim para experimentar coisas novas ou viver um novo começo porque para nós não existe fim. Quando nos encontramos com Jesus experimentamos imediatamente uma nova vida, nascemos de novo, e não vemos o fim porque agora não sou mais eu que vivo, mas cristo vive em mim.

 

*      Apelo

Você precisa deixar Jesus viver em você par que você experimente um novo começo.




*      Para Célula
A promessa para os que perseveram, ou seja, para os que vencem é de herdar com ele todas as coisas.
Quem vencer, herdará todas as coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho.”
Apocalipse 21.7

Amados, levemos discípulos de sua célula a entender a necessidade de vivermos como herdeiros do Reino que nos foi preparado desde a fundação do mundo. Quando entendemos que somos herdeiros que desfrutamos deste reino agora entendemos que estamos vivendo um novo começo a cada dia, pois estamos descobrindo e experimentando as riquezas do reino.

Ser herdeiro significa ter não somente os frutos que o reino nos oferece, mas, viver como alguém digno do reino.
Vós sois a nossa carta, escrita em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens.”
2 Coríntios 3.2

Aproveite o momento em sua célula e convide os amados que lá estiverem a se tornarem parte deste reino recebendo o Rei em seus corações e a viverem um novo começo.

Shalom!!

Pr. Rodrigo de Almeida
tel. 97537773

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

“Desfrutando de Abundância”

Texto base: João 10.10

“O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.”

Abundância, do Grego Perissos é igual superabundância, excessivo, transbordante, excedente, além do mais, mais do que suficiente, profuso, extraordinário, acima do comum, mais do que suficiente.



Existem duas famílias que tiveram oportunidade de desfrutar de abundância:

1. Família de Eli o Sacerdote (1 Samuel 12 – 17).



Os filhos de Eli Hofni e Finéias eram perversos e tinham práticas que profanavam o santuário e seu pai Eli estava ciente de suas praticam e não os corrigia nem os afastava do serviço do santuário. (Ler Oséias 8.7) Eles plantaram perversidade e desonra e colheram uma grande tragédia.

Obs.: Nos dias do Sacerdote Eli e de seus filhos a arca de Deus foi tomada de Israel pelos filisteus permanecendo por 20 anos fora da terra de Israel.



2. Família de Obede – Edom ( 1 Crônicas 13.13 – 14).



Obede – Edom era filisteu e não estava debaixo da promessa de Israel e quando procurado por Davi que o solicita fazer repousar a arca em sua casa após uma tentativa frustrada de retorno, Obede – Edom não o recusa e com muito zelo e temor pela arca e pela presença de Deus aceita o pedido de Davi. Esta família poderia ter morrido por completo quando na verdade seu procedimento para com a presença da arca do Senhor fez de sua casa abençoada e experimentou abundância da parte de Deus.

Obs.: Nos dias de Obede – Edom a arca volta para Israel.



Pr. Hélio da Rocha Netto

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Qual a verdadeira imagem de Jesus?

De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz.
*      Introdução
Existem no mundo muitos aspectos que são apresentados como a verdadeira aparência de Jesus ou sua provável aparência. Imagens que tipificam desde muito cedo em nossa mente qual seria o rosto de Jesus, pois desde pequenos somos ensinados a idealizar segundo tradições como seria o rosto de Jesus. Essas imagens são muito difundidas pela igreja Católica Romana e algumas crenças adotaram as mesmas imagens. Estas são baseadas no Sudário de Turim que segundo a tradição Católica envolveu o corpo de Jesus em seu sepultamento tendo então mantido nele gravado o que se dá por entender como o rosto de Jesus.
Mas com quem Jesus se parece afinal? Ora o texto que lemos diz que Jesus se pareceu humanamente com homens simples do seu tempo, não havendo nele forma ou formosura (Isaías 53.2). Vamos ver como Jesus se pareceu conosco enquanto homem:

1.)    Jesus Teve Fome (Marcos 11.12)
“E, no dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome”
2.)    Jesus Adormeceu (Lucas 8.23)
“E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água, estando em perigo.”
3.)    Jesus foi a festas (João 2.2)
“E foi também convidado Jesus e os seus discípulos para as bodas”
4.)    Jesus se irritou, indignou e aborreceu (Lucas 19.45)
“E, entrando no templo, começou a expulsar todos os que nele vendiam e compravam,”
5.)    Jesus chorou (João 11.35)
“Jesus chorou”
6.)    Jesus Amou (João 13.1)
“Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no mundo, amou-os até o fim.”

*      Jesus se apresentou como homem tendo os mesmos sentimentos que nós temos. Jesus parecia com o homem. Jesus parecia comigo e contigo.
*      Para que Jesus se pareceu comoigo e contigo : Ler Hebreus 4.15 e Filipenses 2. 9 – 11
*    Ele se manifestou e se ezsvaziou de si mesmo para que livres de pecados podessemos nos precer com ELe (Romanos 8.17)




Apelo
A única forma de nos parecermos com Jesus assim como Ele buscou parecer conosco é com base na aliança se pecados feita em seu sangue.

Para Célula
                Enfatize com seus discípulos sobre a importância de nos parecer com Jesus apresentando como Jesus foi tentado sendo Deus em Mateus 4.1. Aplique ao coração dos discípulos a necessidades de darmos passos rumo ao crescimento do Evangelho e do Reino de Deus enfrentado as dificuldades e vencendo as tentações que buscam nos fazer parar no ministério e na caminhada e as necessidades e/ situações que o mundo nos apresenta para que nos afastemos da vontade de Deus que é que sejamos com Jesus Glorificados.
Deus vos conceda Graça, Paz e misericórdia.
Profetizo em nome de Jesus a todos que sobre ti há uma unção de conquista, consolidação e multiplicação para investimento no Reino de Deus preparado para os lavados e remidos desde a fundação do mundo.
Shalom

Pr. Rodrigo de Almeida  

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Um Convite Especial

2Crônicas 30.1 – 5
Ezequias enviou uma mensagem a todo o Israel e Judá e também escreveu cartas a Efraim e a Manassés, convidando-os para virem ao templo do Senhor em Jerusalém e celebrarem a Páscoa do Senhor, o Deus de Israel. O rei, seus oficiais e toda a comunidade de Jerusalém decidiram celebrar a Páscoa no segundo mês. Não tinha sido possível celebrá-la na data prescrita, pois não havia número suficiente de sacerdotes consagrados, e o povo não estava reunido em Jerusalém. A idéia pareceu boa tanto ao rei quanto a toda a assembléia. Então decidiram fazer uma proclamação em todo o Israel, desde Berseba até Dã, convocando o povo a Jerusalém para celebrar a Páscoa do Senhor, o Deus de Israel. Pois muitos não a celebravam segundo o que estava escrito.
Introdução
Ezequias foi o décimo terceiro Rei de Judá, o Reino do Sul, um rei que a Bíblia apresenta como quem fez o que o Senhor aprova (2Cr 29.2). Ezequias foi um grande reformador de seu tempo, realizando reformas espirituais retirando os altares idólatras das cidades de Judá e derrubando postes sagrados; destruiu também a serpente de bronze feita por Moisés no deserto (chamada Neustã). Ezequias também fez obras grandes como um açude e um túnel que canalizava água para cidade de Jerusalém e foi fundamental durante o cerco de Senaqueribe. E no texto que estamos apresentando o Rei de Judá durante sua reforma percebe que o povo deixara de celebrar a páscoa como havia sido ordenado pela lei. O fato era que o povo celebrava a páscoa, mas cada um a seu próprio modo e sem se preocupar em estarem puros para celebrarem esse memorial diante do Senhor. Ezequias convida a todas para que viessem a Jerusalém celebrar a Páscoa no segundo mês o que não era a prática, pois a festa dos pães asmos era celebrada no primeiro mês no décimo quinto dia do mês, contudo, o povo não estava consagrado ou purificado e por esta razão a celebração foi feita fora do padrão e todos entenderam que isso era bom. Ezequias convida Efraim (Reino do Norte) e Manassés (maior porção além do Jordão) escrevendo cartas para estes. Por fim o povo ou a assembléia resolveu que todo o Israel, desde Berseba até Dã fosse convidado a celebração da Páscoa.
1º Parte
É importante entender esta expressão desde Berseba até Dã. Berseba é o extremo sul de Judá (Reino do Sul) situada no território de Simeão, cidade conhecida por ter sido firmada ali uma aliança entre Abraão e Abimeleque quanto aos poços cavados pelos servos de Abraão e seu nome significa “poço do juramento” dado por Abraão. Durante a história de Judá, Berseba se corrompeu construindo um altar idólatra de adoração (2Reis 18.4) principalmente a Neustã, serpente de bronze feita por Moisés no deserto e que ainda permanecia até os dias de Ezequias sendo adorada pelo povo que também sacrificavam seus filhos a ela. Ezequias ao começar sua reforma religiosa destrói todos os altares desta cidade e também Neustã. A cidade de Dã está situada no extremo norte de Israel (Reino do norte) e tem com marca a idolatria da cidade desde os tempos dos juízes quando estes levaram o ídolo feito por Mica para que fosse protetor da cidade, ali começa a história de separação dos danitas do Deus Altíssimo. Nos dias de Jeroboão I que foi o primeiro Rei de Israel após a divisão dos reinos, este estabeleceu dois altares de adoração colocando neles um bezerro de ouro, um altar estava em Betel e o outro em Dã, contudo todo o povo afluía até Dã para que ali adorassem ao bezerro de ouro feito por Jeroboão (1Rs 12.29 – 30).
2º Parte
Nos dias em que Ezequias convida todo Israel desde Dã até Berseba para celebrar a Páscoa, ele convoca não somente o território que o pertencia e que ele já havia reformado, mas chama a todo o povo de Israel para celebrar o memorial estabelecido pelo Senhor Deus para o seu povo. A Páscoa assim como a Ceia do Senhor também fazia com que eles olhassem para trás lembrando-se do Senhor que os libertou da escravidão no Egito, os fazia olhar para frente porque a promessa de que o Senhor estaria com eles e seria um povo particular, os fazia olhar para dentro, pois deviam servir e adorar ao Senhor e os faziam olhar ao redor, pois entraram no Egito como uma família e saíram de lá como nação. Ezequias convida o povo de todo o território de Israel mesmo os que não haviam se purificado a comeram da Páscoa (2Crônica 30.18), então todos participaram da celebração da libertação promovida pelo Senhor.
 Podemos aprender com isso que o Senhor nos convida 03 coisas:
(1º) Somos convidados a santidade
A páscoa era um memorial onde o povo de Deus foi separado do povo do Egito e santidade é separação. O convite de Ezequias buscava levar o povo a retornar a particularidade do Senhor. Hoje somos chamados a isso também (1Pedro 2.9).
Obs.: Muitas vezes colocamos dificuldade e problemas que nos afastam e impedem de ir à presença de Deus. O convite é para que todos cheguem até Ele.
(2º) Somos convidados a viver um novo tempo
Na carta de Ezequias ao povo ele convida Israel a voltar para o Senhor, pois Ele se voltaria para eles que haviam restado do cativeiro Assírio (2 Crônicas 30.6) e a viver um tempo de recomeço e reconstrução assim como estava acontecendo em Judá. Hoje somos convidados a viver também um novo tempo sem a lembrança da falta do perdão e das tristezas deste mundo (2 Coríntios 5.17).
Obs.: Viver em Cristo é experimentar uma nova vida em meio a velhas coisas, vencendo onde antes havíamos sido derrotados.
(3º) Somos convidados à liberdade
A celebração da Páscoa celebrava a libertação de Israel do Egito de onde havia sido escravo durante 400 anos os tornando um povo particular de Deus; ao celebrarem com Ezequias a Páscoa dentro dos princípios estabelecidos por Moisés eles anunciavam sua posição de povo de Deus, um povo único não dividido. Hoje, somos convidados a liberdade por Cristo, que se entregou como um cordeiro Pascoal para nos oferecer a liberdade de filhos (Romanos 8.21)
Obs.: A maior glória que um homem pode alcançar é a de se tornar Filho do Deus Altíssimo.
Conclusão
Somos hoje convidados a experimentar em Cristo Jesus, independente do que temos vivido até hoje a santidade, um novo tempo e liberdade.
Isaías 55.3 diz:
“Dêem-me ouvidos e venham a mim; ouçam-me, para que sua alma viva. Farei uma aliança eterna com vocês, minha fidelidade prometida a Davi.”
Mateus 11.28 diz:
"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”

Para Célula
Graça, Paz e Misericórdia da parte do nosso Deus e de nosso Senhor Jesus Cristo.
Meus amados quero sugerir aos irmãos que em suas células apresentem uma reflexão quanto ao perfil de Ezequias tomando por base as seguinte colocações:
A) 2 Reis 18. 5 e 6 – apresentando a importância deste homem ao ter andado com o Senhor;
B) 2 Crônicas 32.25 – apresentando os perigos de afastar – se do Senhor;
C) 2 Crônicas 30.26 – apresentando a benção do arrependimento.
 Espero que todo estudo colabore com sua célula para que vocês possam ganhar muitas almas. Use o exemplo de Ezequias como ganho evangelístico e incentive os membros a fazerem uma oração de arrependimento.
 Um bom quebra – gelo para este estudo é pegar um animal de pelúcias e pedir que cada membro de sua célula faça o que quiser com o bichinho começando pelo líder ou pelo auxiliar; após todos terem feito o que bem entendessem com o bichinho pedir que façam o mesmo com o irmão a sua direita. Como muitas coisas não serão feitas pelos membros da célula com o outro o que foi feito ao bichinho apresentar a importância de estarmos sempre em comunhão e vigilante para que nossa vida seja instrumento de benção para os demais.
Deus Abençoe a todos em Cristo Jesus.

Pr. Rodrigo de Almeida

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A nova reforma Protestante

Esse link vai te levar a uma reportagem da revista época leia e comente.
PAZ!!!! 


http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo2/Materia/exibir.ssp?materiaId=161475&secaoId=15228

Pr. Rodrigo de Almeida

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Meditação. Interessante!

            O Lençol Sujo


              Um casal, recém-casado, mudou-se para um bairro muito tranquilo.
              Na primeira manhã que passavam na casa, enquanto tomava café, a mulher reparou, através da janela, em uma vizinha que pendurava lençóis no varal e comentou com o marido:
           -Que lençóis sujos ela está pendurando no varal! Está precisando de um sabão novo. Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu ensine a lavar roupas!
           O marido observou calado.
           Alguns dias depois, novamente, durante o café da manhã, a vizinha pendurava lençóis no varal e a mulher tornou a comentar com o marido:
           -Nossa vizinha continua pendurando os lençóis no varal sujos!
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ela quer que eu ensine-a lavar roupas!
                 E assim, cada dois ou três dias, a mulher repetia seu discurso, enquanto a vizinha pendurava suas roupas no varal. 
                Passado um tempo, a mulher se suepreendeu ao ver os lençóis muito brancos sendo estendidos.
                -Veja, ela aprendeu a lavar roupas.Será que outra vizinha ensinou? Porque eu não fiz nada!
                  E o marido calmamente respondeu:
                 -Não, hoje eu levantei mais cedo e lavei os vidros da nossa janela!
  



                               "A TENDÊNCIA DO SER HUMANO EM REALÇAR OS ERROS E DEFEITOS DOS OUTROS O IMPEDE DE ENXERGAR AS SUAS PRÓPRIAS VIDRAÇAS SUJAS."

sábado, 28 de agosto de 2010



Por que ir para tão longe se aqui perto há tanta necessidade?
Jairo de Oliveira


Eis aí uma pergunta que, pelo menos uma vez, todo missionário transcultural já deve ter tido que responder.
Visitando diversas igrejas no Brasil e compartilhando a respeito do nosso ministério de proclamação da Palavra de Deus aos povos africanos, Vânia e eu temos ouvido esta pergunta com certa freqüência.
Por alguma razão, pessoas se sentem desconfortáveis com a idéia de que um indivíduo abrace desafios num contexto distante, enquanto há a manifestação de desafios, em certo sentido, semelhantes em seu ambiente originário.
Normalmente, diante da apresentação desta pergunta, temos procurado responder tendo em mente as seguintes razões:

Porque é bíblico

A atitude de alguém que sai da terra natal para levar o evangelho a outras nações é, antes de tudo, sustentada, inspirada e ordenada pelas Escrituras.
O fato é que a Bíblia é essencialmente um livro missionário e como tal requer que o povo do caminho concentre seus esforços no anúncio da glória de Deus também entre aqueles que estão distantes.
Abraão foi o pioneiro a ter que deixar sua casa para se tornar bênção para as famílias da terra (Gn. 12.1-3), cumprindo assim os projetos missionários divinos. Depois dele, muitos outros personagens bíblicos seguiram seu rastro, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
Sair da própria terra para levar o evangelho aos que estão distantes não se trata de uma proposta humana. Não é modismo, heroísmo ou tentativa de expansão religiosa. O trabalho missionário transcultural é vontade e propósito de Deus! A tarefa missionária da Igreja, antes de qualquer outra coisa, é bíblica.

Porque o Mestre mandou

O missionário vai aos lugares mais distantes do planeta a fim de anunciar o evangelho em obediência a Jesus. Não se trata prioritariamente de responder a desafios maiores ou menores dos encontrados em nossa pátria, mas de se submeter à ordem expressa de Jesus para anúncio do evangelho entre todas as nações.
Essa não é a única base do nosso envolvimento com missões (já que o assunto é bíblico e reafirmado em cada livro das Escrituras), mas é preciso reconhecer que o Mestre não sugeriu ou solicitou, Ele nos mandou fazer discípulos de todas as nações: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que vos tenho mandado; e eis que Eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt. 28.19-20).
Aquele que nos mandou ir tem toda autoridade no céu e na Terra. Sendo assim, devemos nos submeter à sua autoridade obedecendo à sua convocação a fim de alcançarmos também os que estão distantes.

Por uma questão de exemplo

Quando olhamos para trás encontramos em toda a história bíblica e eclesiástica o exemplo de homens que cumpriram com obediência o chamado missionário divino. De fato, o evangelho chegou até nós porque esses valentes do passado compreenderam que a Igreja é a agência missionária de Deus para o mundo.
É saudável lembrarmos com freqüência que foi por meio do desprendimento e da obediência dos missionários estrangeiros que o evangelho chegou ao nosso país. Eles saíram de suas terras deixando para trás desafios presentes em seu próprio contexto. Antes de desembarcarem no Brasil é possível que também tenham ouvido de seus compatriotas: “Por que ir tão longe se aqui por perto há tanta necessidade?” Não obstante, saíram com coragem e vieram nos trazer o evangelho.
Hoje, tendo sido alcançados com o evangelho, parece que o mínimo que podemos fazer é reproduzir o exemplo, assumindo esse mesmo tipo de iniciativa em relação aos demais povos.

Para impedir o avanço das trevas em outras partes do mundo

Os povos sem o testemunho do evangelho estão perdidos espiritualmente e vivendo na escuridão. Em contrapartida, as falsas religiões continuam avançando e em muitos casos gerando oposição e perseguição ao evangelho.
Há contextos onde a obra da cruz de Cristo ainda não é conhecida e uma das conseqüências é que de maneira explícita Satanás é tido como rei e permanece recebendo adoração que não lhe é devida.
É importante dizer que quando nos omitimos em pregar a Palavra de Deus, estamos fazendo com que gerações inteiras permaneçam na escuridão. Desta forma, não podemos permanecer indiferentes enquanto temos todas as condições para interferir nestes cenários e fazer com que as trevas sejam dissipadas.

Por uma questão de coerência

Recentemente me sentei com o meu pastor em seu gabinete e ao considerarmos a presença da igreja em nosso bairro, identificamos mais de vinte igrejas locais em uma única rua. Esse fato faz parte da realidade de outras ruas da cidade do Rio de Janeiro e também de muitas outras cidades do nosso país. A questão que vem à mente diante deste quadro é: “Se o acesso ao evangelho é tão abundante em nossas cidades, por que não compartilhá-lo com aqueles que ainda não o receberam?”
Se o evangelho é de fato boas-novas e há muitos que sequer tiveram acesso a ele, acredito que não podemos omitir aos outros tudo o que Cristo fez por nós. Se o fizermos seremos os mais insensíveis e os mais incoerentes de todos os homens, mesmo que não houvesse uma ordem tão explícita para pregarmos o evangelho ao mundo.
Será que é justo que alguns recebam do evangelho em abundância enquanto outros não têm sequer uma oportunidade? Foi em resposta a esse cenário que o apóstolo Paulo escreveu: “Deste modo esforçando-me por anunciar o evangelho, não onde Cristo houvera sido nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio” (Rm. 15.20).

Por uma questão de estratégia

Por mais incrível que pareça, existem povos que nunca ouviram o evangelho e precisam ser focalizados pela Igreja de Jesus Cristo a fim de serem evangelizados. Eles representam nações inteiras intocadas pelo trabalho de evangelização da Igreja e ignorantes da revelação especial de Deus. Eles somam milhões de pessoas que vivem em ignorância espiritual, mergulhados na idolatria e arraigados nas falsas religiões. São vítimas da fome, da pobreza, das doenças, das guerras e da impossibilidade de conhecerem a graça divina, revelada em Cristo Jesus.
Os povos não alcançados são aqueles que não possuem uma comunidade nativa de crentes em Cristo com números ou recursos adequados para evangelizar seu próprio grupo sem a ajuda de missionários transculturais. Eles representam uns 2,3 bilhões de pessoas com muito poucas possibilidades de ouvir e crer no evangelho de Cristo.
Considerando a tarefa inacabada do anúncio do evangelho entre todas as nações, o desafio que mais se destaca para a Igreja em nossa geração é exatamente anunciar o evangelho aos que ainda não ouviram.

Porque é um privilégio

            Aquele que deixar o seu lar para seguir para terras distantes a fim de proclamar o evangelho é um mensageiro da paz e pode estar se tornando um pioneiro no trabalho de levar as boas novas de Cristo aos que ainda não ouviram.
Tenho enorme alegria em dizer que o maior investimento que fiz na minha vida foi dedicar a minha juventude no anúncio do evangelho (já se vão treze anos!). Pois a obra missionária é um grande privilégio para quem pode experimentá-la e investimento garantido para a eternidade, certa é recompensa.
Entendemos por meio da teologia bíblica que esse ministério não foi dado aos anjos, mas aos discípulos de Jesus. Portanto, trata-se de um grande privilégio que o Senhor tem reservado para nós.
“Como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas" (Rm. 10.15).

            Por todas estas razões, vale à pena alcançar aqueles que estão longe de nós!

Pr. Missionário da Segunda Igreja Batista na Taquara